terça-feira, 27 de agosto de 2013

Desabafo de uma "quase médica"


 

No mês passado, no Hospital Mental, meu paciente me chamava de "quase médica". Ele dizia que eu era a “quase médica” preferida dele. Aceitei o vocativo com muita simpatia. Não pela proximidade da formatura, mas por ser essa a minha sensação permanente. Acho que em dezembro, com diploma em mãos, ainda me sentirei uma "quase médica". Daqui a alguns anos, provavelmente também. É que ser médico (o verdadeiro, o decente, o bom) é algo tão complexo, que é inevitável se sentir sempre à mercê: uma mesma doença que se manifesta de diferentes formas, diferentes doenças que se manifestam da mesma forma, um mundo que habita em cada ser humano, mostrando que a doença não é apenas física, é também uma manifestação de tudo que não resolvido na mente. Por isso, o sentimento de nunca estar completamente pronto.
            Quando, há seis anos, com apenas 17 anos, eu iniciava o curso médico, ainda acreditava no que meus parentes diziam, no que meus amigos diziam, no que o mundo dizia: "a vida está ganha, a Medicina é só alegria, dinheiro fácil". Hoje, o mundo é que não acredita no que eu digo. Ouvia falar que o SUS estava um caos, que as pessoas padeciam por atendimento, que a saúde era abandonada, mas, como para a maioria das pessoas com quem convivo, essas eram frases longínquas, que não me atingiam, por isso meu senso crítico era irreal, como o da maioria das pessoas com quem convivo.
            De repente, passei a participar de uma realidade que não era minha, mas que comecei a me sentir responsável. Passei a chamar um paciente de meu, mesmo sem ser sua médica, pois assim ele me considerava. Fui obrigada a sair da minha ignorância, do meu egoísmo, da minha impunidade social. Fui obrigada a desmistificar todos os meus (pre) conceitos, a enxergar pequenez nas minhas dores, a chorar por uma lástima que não era minha. Mas eu não teria feito nada disso se não tivesse passado por todas essas vivências, como a maioria das pessoas com quem convivo não passou.
            Durante meus estágios em hospitais públicos (todos não remunerados) mudei minha visão de mundo. Nunca passei fome, nunca passei frio, nunca soube o que é dormir no chão de um hospital, nunca vi nenhum familiar meu morrer por falta de leito de UTI, mas Deus me deu uma chance de aprender com quem passa por tudo isso. Muito cedo na vida, tive que adquirir uma maturidade que eu não poderia ter naturalmente para ser capaz de fazer a diferença na vida de alguém (às vezes, pessoas que têm idade poderiam ser meus avós me pedem conselhos nos consultórios e eu só posso esperar que uma força maior que disponibilize as palavras certas diante de uma experiência que não tenho).
            Em um estágio em um hospital de trauma de Fortaleza, eu e outra acadêmica dividimos cama com colchões furados, deitamos enroladas e sentimos baratas passando, comemos alimentos intragáveis oferecidos pelo hospital, fomos xingadas por não conseguir atender todos ao mesmo tempo, atendemos sozinhas presidiários em uma sala repleta de material perfuro-cortante, tememos quando iniciava o tiroteio no bairro e sabíamos que o hospital não contava com segurança adequada, colocamos nossa vida em risco inúmeras vezes para tentar atender a demanda de pacientes que não paravam de chegar em dias e noites de domingo. Coitadinhas? Não! Nós escolhemos estar ali, éramos privilegiadas por estar do outro lado e agradecemos por essa experiência, não teríamos crescido tanto sem ela, como a maioria das pessoas com quem convivo.
            No internato, momento ímpar da formação do médico, o choque foi ainda maior. Pessoas padecendo no chão dos hospitais, falta de leitos, falta de material, equipes de saúde cansadas de lutar contra o sistema, de conviver com tanta desgraça, de cargas horárias desumanas de trabalho. Um desestímulo que, inevitavelmente, durante muitas situações, era repassado aos pacientes. Convivi com médicos humanos e competentes, quase heróis em uma rotina cruel. Convivi também com médicos prepotentes e arrogantes, assim como convivi com vários outros profissionais bons e ruins de muitas áreas. Como diz o texto, aos ruins dei meu cemitério interior. Aos bons, minha inspiração. Desde cedo, meu pai sempre me disse que generalizar é ignorância.
            Quem não sabe o que é um paciente segurar no seu braço e pedir socorro, quem não sabe o que é um paciente pedir um real para comprar um remédio que está faltando no posto, quem não sabe o que é um paciente se ajoelhar aos seus pés e implorar por um leito para sua mãe que está há meses no corredor, também não sabe o que é o coração disparar. Quem, da mesma forma, não sabe o que é sentir a gratidão de um paciente também não sabe o que é se sentir recompensado. A maioria das pessoas com que convivo não sabe. Não as julgo, eu também não sabia.
            Por isso, é tão difícil engolir que a culpa é toda sua, da falta de leitos e medicamentos, das mortes precoces que poderiam ter sido evitadas, dos corredores de hospitais onde os pacientes são denominados por sua posição geográfica, pois não há mais como enumerar os leitos improvisados. Por isso, é tão difícil se dedicar tanto a uma profissão e aceitar calado que médicos estrangeiros que não foram revalidados recebam a mesma atuação de quem teve que passar por tudo isso e ainda preencher todos os seus horários livres com estudo.
            Qualquer médico, de qualquer nacionalidade, deve ser bem vindo em qualquer país (que tempos são esses em que novamente diferenciam as pessoas por raça?), desde que provem seus conhecimentos. Não é médico alguém que diz saber Medicina, mas que não pode provar que sabe. É uma vida que está em jogo. Todos os profissionais devem ser revalidados até mesmo para que possam atuar dignamente, livremente onde quiserem, com os mesmos direitos trabalhistas e humanos que qualquer outro. Um médico cubano é, sobretudo, um médico, que merece respeito como qualquer ser humano. Mesmo contra essa política suja, agradeço por não estar no lugar deles, por não ter que fugir de uma Ditadura e me submeter a condições insalubres de trabalho por uma quantia injusta, para que minha família receba o mínimo. Por não ter que aceitar calado um Governo pegar mais de 70% do que eu ganho e ser tratado como uma mercadoria, levada de um canto a outro, em troca de favores e interesses entre políticos, vítimas de um esquema de desvio de dinheiro público.
            Só temo pelo paciente, aquele mesmo que me ensinou com seu sofrimento, que me fez ter mais humildade do que ganância. Porque esse mesmo paciente continuará sem ter acesso a exames, a hospitais equipados, a ambulâncias. Esse mesmo paciente continuará implorando por um direito seu, sem nem ao menos saber que o possui, o direito à saúde. Continuará a ver tomografias, UTI, quimioterapia e cirurgias como sonhos distantes que não chegarão a tempo. Esse mesmo paciente será vítima de um Governo que despreza sua própria Constituição e esquece que saúde é o completo bem estar físico, social e espiritual e que acredita que alguém pode ter saúde sem ter saneamento básico, sem alimentação digna, sem educação, sem segurança, sem lazer. E, ainda, que ele terá saúde apenas feita por um médico solitário em uma cidade distante. Sim, solitário, pois em nenhum momento esse Governo lembrou-se dos outros profissionais de saúde, esquecendo também que não se faz saúde sem eles.
            Dessas pessoas mais carentes, com quem conversei nos ambulatórios nos últimos dias, recebi a clareza e o discernimento que não esperava. Existe uma coisa que ensina muito mais que os colégios e os livros: a dor. A sensibilidade social e humana que não se aprende com o estudo, mas com a dureza da vida. Dos mais instruídos e com maior acesso às informações, recebi julgamentos de baixo nível, críticas vindas de quem jamais presenciou o SUS, de quem aplaude um Governo irresponsável, mas que não se consultará com médicos não revalidados. De quem chama os outros de desumanos, mas defende uma “Medicina pobre para o pobre e uma rica para o rico”. De quem ganha a vida com troca de interesses, de quem vive de festa em festa, de quem dirige alcoolizado, de quem depende do trabalho dos pais, de quem procura os médicos especialistas particulares quando adoece, de quem abandonou sua cidade interiorana e hoje vive nas capitais.
            A esses pacientes humildes, sofridos, guerreiros, lutadores, todo o meu respeito. Infelizmente, não serei eu sozinha a mudar suas condições de saúde, seu acesso a uma estrutura digna de atendimento. Não serei eu sozinha a convencer quem não quer ouvir. Não serei eu sozinha a pedir para que pessoas que não conviveram com essas mazelas sociais tenham sensibilidade e solidariedade. Não serei eu sozinha a convencer que não se deve julgar uma pessoa só porque ela tem um salário maior que o seu, pois isso exige primeiro que se ultrapasse o próprio egoísmo. Mas serei eu, mesmo com a ideologia ferida, mesmo recebendo inúmeras denominações vergonhosas que não me pertencem, que farei o melhor que estiver ao meu alcance sempre. Agradeço a chance de conviver com tanta gente simples. Que Deus me deixe ser uma “quase médica”, mas que me livre de ser uma quase humana.

161 comentários:

  1. curti Guria, curti muito ...

    Que nasça por última a esperança. Pois em tempos sombrios, quando o sol vai se apagando no horizonte, só nos resta a esperança. Que seja ela a última que nasce.

    Que vc tenha firma sua identidade, pois por mais que gritem e xinguem; no final será vc, médica, e ele, o paciente com sua alma a mostra; e ninguém vai poder te tirar isso: quem tu és.

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  2. Compreendo a sua angústia nobre colega, mas essa realidade está limitada a todas as esferas. Pois também trabalhei em situações indignas, com alunos de escola pública chegando armado em sala, salas sujas, quadro no giz, mas se for preciso um programa, para que venha um professor do exterior para trabalhar no interior onde não tem professores e os mesmos (como eu) não queiram ir, prefiro um professor limitado, do que pessoas desassistidas. Respeito profundamente a sua opinião, mas sei da realidade de alguns interiores e independente da validação ou não, o povo está morrendo e alguma coisa precisa ser feita, nem que não seja momentaneamente a ideal. Congratulo a nobre estudante pelo texto e torço de coração por uma mudança na sua realidade, pois é uma profissão muito linda. Sou professor de Geografia e também convivi com uma realidade parecida com a sua, trabalhando com as mazelas sociais e dificuldades que só Deus para ter me dado força, a grande diferença pessoal minha nobre, é que enquanto a senhora vai de carro e vai educar os seus filhos nas melhores escolas, eu vou ter que sobreviver com o salário de 1.600,00. Forte abraço e fique com Deus !!!

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    1. Nilson, agradeço sua participação de antemão! Meu pai já foi professor da Rede Pública, sei que as dificuldades que você passa são iguais ou maiores que as dos profissionais da saúde, reconheço esse esforço de fazer um trabalho humano superando as adversidades. Mas, permita-me discordar de você, eu não prefiro um professor ruim que uma população desassistida. Não prefiro um médico ruim que uma população desassistida. Eu prefiro um bom profissional e uma população bem assistida. Prefiro um profissional capacitado e reconhecido por isso, tanto do ponto de vista estrutural como financeiro. É por nos conformamos com essa degradação social que o Governo empurra tudo que quer em nossa goela abaixo. Imagino que você estudou muito para ser professor, pois prefiro que pessoas como você trabalhem em escolas estruturadas e seguras e que ganhem uma quantia digna para isso. Assim também com médicos ou qualquer outro profissional. Que não nos conformemos com pouco, nós merecemos mais. Concordo que algo deve ser feito pois pessoas estão morrendo sim, mas medidas reais, e não a transferencia da responsabilidade para um único profissional, que sozinho e sem estrutura, querem que seja capaz de cobrir todos os buracos de um Governo corrupto, independente da nacionalidade. Para finalizar, digo que médicos não ganham muito, professores que ganham pouco, o que é outro absurdo, já que, pela relevância social, deveriam ser os mais valorizados. Obrigada pela opinião!

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    2. Meus votos de admiração e respeito por alguém que ESCOLHEU estar nessa posição e ver o outro lado e compreendo que a ignorância é realmente generalizar em qualquer aspecto!
      Parabéns e que DEUS continue te dando forças para continuar sendo um exemplo de médica como está sendo, pois sabemos que as condições são na sua grande maioria são precárias na rede pública e que os que se entregam a profissão passam longos períodos em prol do cidadão com dedicação e presteza!!!

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    3. Fernando, as universidades e estudantes passam por uma avaliacao ( enade) que ja fechou e reduziu o numero de vagas em varias faculdades. Quem criou o Revalida.foi o governo achando que as avaliacoes feitas pelas universidades,eram rigorosas demais. Estudantes da ufrn ja fizeram o revalida de forma experimental e houve uma aprovacao de 70%, enquanto os cubanos nao passam dos 10%.
      Permita me discordar. Mas por mais nobre que possa parecer a causa. Os fins não justificam os meios. Levar "medicos" para lugares isolados e em troca fechar os olhos para uma escravidão? Um país sem lei é uma anarquia. Um governo que pode tudo é uma ditadura. Da mesma forma que não concordo em imputar as deficiências da,educacao nos professores. Não podemos nos contentar com cotas , pseudomedicos. Muito menos com um estado paralelo dentro do nosso país.

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    4. O problema, Nilson, é que um professor limitado pode atrapalhar um pouco a vida de algumas turmas. Um médico limitado pode num plantão matar uma turma inteira.

      Quando o CREA avisa que um prédio vai cair e o mesmo cai, as pessoas acham estranho o mau-senso de quem não seguiu a recomendação. Porque quando o CFM avisa que haverão consequências que custarão vidas humanas isto é encarado de forma diferente?

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    5. Muito bom, falou e disse tudo !

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    6. Caro Nilson Diógenes sinto muito se vc vai ter q trabalhar recebendo 1600 reais afinal a sua inércia em aceitar tais condições, desvalorizando as suas ações. Espero q os médicos não entrem neste mesmo comportamento afinal em algumas áreas o SUS consegue andar bem se os médicos se acomodarem ficaremos com a saúde no nível tão baixo quanto o da educação.

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    7. Nilson Diógenes, sinto-me extremamente triste ao ouvir de um professor tal desrespeito com a população carente de interior, já que eu fui uma aluna do interior do Pará que passei por situações inacreditáveis, irreais nos dias de hoje para conseguir estudar, como: andar 5 km à pé para ir e voltar todos os dias para a escola, estudar dividindo a sala com outra turma, (fazia a 3 serie do ensino fundamental e dividia a sala com alunos da 4 serie, e somente uma professora), sem falar nas inúmeras vezes que só via o professor na sala de aula para aplicar a prova, e ainda tinha coragem de cancelar e passar trabalhos para avaliar o aluno, ter que estudar matemática e português durante 3 meses do ano, nos outros 3 geografia e historia, e assim por diante, e isso no ensino médio. Apesar de todas essas adversidades sai do interior do meu estado e faço medicina em uma universidade federal, e ainda assim sofro por ter professores que não tem aptidão para ensinar ou simplesmente estão tão desiludidos com sua profissão que não tenham forças para fazer um ato tão nobre que é ensinar alguém, Apesar disso não acho que a solução seja dá o pior, o para os pobres, pois sou pobre, não tenho plano de saúde nem meus familiares, somos atendidos pelo SUS, e quero que me mãe quando necessitar seja atendida pelo melhor profissional, assim como eu e muitos iguais a mim, se esforçam para ser, não que os médicos estrangeiros não sejam, mas eu não sei, vc não sabe, não temos como avaliar a capacidade deles antes deles começarem a exercer a medicina em nosso país, e quais as consequências disso, não sei vamos ter que esperar para ver. Só espero e rezo todos os dias para nada de grave acontecer com a população pobre que já tem tão pouco....
      E aos professores do Brasil eu só desejo uma coisa, que consigam mais dignidade e repeito em sua profissão.

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    8. Caro colega Nilson Diogenes, respeito sua opinião mas permita-me discordar no seu último parágrafo quando cita seu salário e diz que a autora do texto irá andar de carro e colocar seus filhos em escolas particulares enquanto você continuará recebendo 1600,00 reais. Eu, sou médica, funcionária pública estadual no RJ e ganho menos do que você há 14 anos meu salário global é de 1500,00 mês. Falo global porque meu vencimento é de 189,00 reais! Os concursos publicos para médicos em sua maioria pagam isso por 24 h de trabalho e com a exigência de especialização. No meu caso são necessárias 2 especializações. Portanto vamos esquecer essa história de que médico é rico ? Minha filha sim, estuda em escola particular, eu tenho um carro popular, sustento minha casa sozinha pois sou solteira e para custear tudo isso são necessarias poucas horas de descanso e muitas horas de trabalho inclusive finais de semana. A maioria dos meus colegas medicos vivem igual. Chego em casa quase todos os dias a 9 da noite e saio as 6 e 30min, ou seja não sou diferente de qq outro trabalhador brasileiro! Meu sonho de consumo ? A criação da carreira de estado para médicos. Trabalhar em um único hospital público de segunda a sexta, 8 horas por dia e ter um salário igual aos do judiciario! Abraços!

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    9. Sabe oq ue eu vejo em vários comentários, infelizmente são pessoas infelizes pq médicos ganham mais que eles. Meu Deus, não inveje o teu próximo, fique feliz pq tem alguém q ganha mais que vc. Se vc está insatisfeito procure lecionar em uma faculdade que ganhará mais que um médico.

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  3. Manu Macedo, linda pessoa e instrumento divino entre os homens!!
    Sigo o filósofo Mokiti Okada (Meishu-Sama) e penso que se identificará muito com ele. Mas a frase que aqui deixo é de Madre Tereza de Calcutá: "...faça assim mesmo. Afinal, nunca é entre você e os homens e sim entre você e DEUS"

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  4. Li seu texto e gostei vc é bem sensata e tem razão em muitas coisas ,só acho que o problema é bem maior .Varios municipios não tem medicos ,pq simplesmente os medicos brasileiros não querem trabalhar lá.Varios medicos concursados aparecem no hospital quando querem ,eu ja necessitei do SUS e simplesmente ,escutei diversas vezes ...- O Dr Fulano não vem hj!! o Dr Fulano ja vai embora ta consultando só emergencia!e quando o Dr Fulano resolve atender mal olha p vc quando muito responde seu bom dia ...não te examina fala que é virose e passa amoxilina ,muitos não tem o minimo de educação e respeito com os pacientes.Concordo que se faça uma avaliação com os medicos cubanos ,no entanto todos nós sabemos que a Medicina Cubana sempre teve grande tradição,acho que o alarde e a hostilização que a classe medica demonstrou com os cubanos é maior e mais grave que o problema em si,os governantes sim deveriam ser hostilizados e cobrados .Então a classe médica sim tem um pouco de culpa em tudo isso!!

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    1. Max, concordo com você, faltam médicos no interior. Mas devemos nos perguntar além: por que faltam médicos no interior? As pessoas criticam, mas é muito difícil encontrar alguém que trabalharia em condições insalubres. Lamento bastante você ter sido atendido por médicos ruins, como citei no texto, convivi com eles também, em nenhum momento negaria sua existência, mas também há muitos bons que devem ser reconhecidos. Concordo com você ao dizer que o problema vai muito além e que não é a nacionalidade que define a qualidade do médico, não sou contra nenhum médico cubano ou de qualquer outro lugar, sou contra você poder atuar sem provar que têm conhecimentos básicos necessários. Caso se prove, que por favor venham, o povo precisa!!! Eu sou contra essa medida eleitoreira do Governo, que deixará os SUS nas mesmas péssimas condições não permitindo que os profissionais, sejam brasileiros ou estrangeiros que atuam aqui, possam trabalhar de forma digna no interior. Sou contra um Governo que deixa faltar tudo no SUS, mas tem que 40 milhões mensais para dar a outro país. Com certeza muitos médicos têm culpa dessa situação, o que lamentei foi o fato dos médicos bons permanecerem hostilizados no lugar dos verdadeiros responsáveis! Obrigada pela participação!

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    2. Manu Macedo, quando você diz: "não ou contra nenhum médico cubano ou de qualquer outro lugar, sou contra você poder atuar sem provar que têm conhecimentos básicos necessários", isso denota o seu entendimento da imperatividade do "REVALIDA" para que de alguma forma fique demonstrada a capacidade desses médicos. Agora vem a pergunta: os médicos brasileiros passam por algum tipo de avaliação quando se formam na universidade? Digo isso por dois motivos: a uma porque, tenho amigos que são excelentes médicos, formados em ótimas faculdades, e que me dizem que muitos dos discentes concluem o curso sem ter a capacidade de atuar profissionalmente; a duas porque, sendo advogado, sei que o exame para habilitar o profissional acaba reprovando muita gente, o que se mostra um importante termômetro dos nível de nossas universidades nacionais. Tomando isso como base, será que somente os médicos estrangeiros deveriam fazer o exame? Será que as universidades estrangeiras não tem bons médicos? Se de fato isso ocorrer, ou seja, somente ser necessária a avaliação para os estrangeiros me parece, por uma primeira impressão, que se trata de um corporativismo de classe, mascarado por uma pretensa defesa do interesse da população. Se é para garantir um atendimento de qualidade para a população, que todos os médicos formados se submetam ao exame de "VALIDAÇÃO". Mas acho que vai ter muito filhinho de papai que vai ter que acabar virando administrador de consultório, por isso duvido que a ideia seja comprada pelo CFM.

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    3. Cara Manu Macedo concordo com o Fernando de Andrade, há uma elitização na medicina, a grande maioria dos alunos de medicina vem de famílias bem estruturadas (ricas), que podem pagar estudos em ótimas escolas particulares para que o filho ingresse em universidades federais ou caso não consiga, suportam pagar uma mensalidade superior a 4 mil reais, são raras as exceções que não se enquadram nesse perfil. A maioria dos médicos citados acima não vão trabalhar em qualquer lugar, mesmo que haja uma estrutura suficiente para atendimento, simplesmente porque não querem ou não precisam. Esse conceito negativo sobre a áurea do médico, de descaso, desrespeito, mau atendimento e negligência não se deve à falta de estrutura ou a lugares ermos, pelo contrário, essas ocorrências, frequentes, ocorrem em todos os hospitais, seja pelo SUS ou particular, essa fama, se posso dizer assim, se deve inteiramente à conduta dos médicos. Infelizmente, como você disse, há bons e maus profissionais, mas nesse contexto os maus são maioria. Acredito que há muitos médicos iguais a você, que trabalham com seriedade e paixão pela profissão, mas são poucos para mudar essa infeliz realidade. Espero que você permaneça assim e não se deixe tomar pela vaidade, o mau que acomete a muitos médicos, acharem que são Deus.

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    4. Um mal que acomete muitas pessoas, é achar que o outro é arrogante só pq sabe que ele ganha mais que vc.
      Não adianta tentar disfarçar sua generalização preconceituosa com "são raras as exceções".

      "essa fama, se posso dizer assim, se deve inteiramente à conduta dos médicos" é, vc pode dizer assim, se quiser mostrar que não sabe muito bem do que está falando.

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    5. Foi para o Piterson Reis meu comentário, não deixei claro.

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    6. Meu caro Érico não é pelo salário ou quanto ganham, pois sei que no interior a remuneração dobra, mas o que você não entendeu e não há formas de dizer sem generalizar, é uma classe que ganha bem e não precisa se arriscar indo para o interior, ou para favelas ou seja lá qual for o risco, para continuar ganhando bem, (a essa altura já espero que tenha entendido). Falo isso com conhecimento de causa, que aliás não sou médico nem qualquer outro tipo de agente de saúde, falo isso porque sou paciente, e como paciente que já esteve internado por mais de 30 dias e há dois anos faço tratamento, senti na pele muitas vezes, desrespeito, descaso, mau atendimento e apatia. E como paciente, assim como qualquer cliente que desfruta de um serviço, sei muito bem do que estou falando.

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    7. O texto da Manu Macedo foi muito bem escrito e ao ler senti a dor e o sofrimento de muitos pacientes ao precisar ser bem atendido e não consegui pela falta de estrutura. Enfim, foi um texto que me tocou profundamente. No entanto, seu comentário e do nobre colega Fernando de Andrade me tocou ainda mais. Parabéns por pensarem assim.

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    8. Piterson Reis, falou e disse mano. Irretocável seu comentário.

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    9. A revalidação é proposta e realizada pelo MEC e não pelas entidades médicas. É prevista em Lei, mas pra que respeitar? Quanto à prova para os médicos brasileiros, demorou!!!! Vamos instituir isso já! eu não tenho medo!

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    10. Piterson, como eu disse, vc não deveria generalizar todos os médicos pelas experiências que já teve e pela ladainha que a verdadeira elite propaga, tentando colocar o povo contra o próprio povo por interesses eleitorais. É muito bom pros políticos que querem se manter ricos e no poder, que o povo coloque a culpa em médicos, que dão a cara a tapa (muitas vezes literalmente) atendendo no sus, enquanto eles estão confortáveis em seus escritórios sem que ninguém se importe quem são e se estão cumprindo seu dever profissional.

      O médico faz o que pode com a estrutura que tem. Se ele passar 1 hora de seu plantão ao telefone tentando conseguir vaga para internar uma criança, vem a mãe de outra criança reclamar que o médico safado que ta falando no telefone tá atrasando as consultas e seu filho tbm precisa ser atendido. E o médico passou essa 1 hora no telefone fazendo uma tarefa que não é sua (pq falta equipe auxiliar) leva toda a culpa, quando a culpa é dos responsáveis pela administração da saúde pública, que não colocam hospitais e leitos suficientes para a demanda. Isso eu vi acontecer ok? A mãe que reclamou provavelmente saiu de lá achando que lá só tinha médico vagabundo batendo papo no celular, que falta médico etc. Esse é um exemplo de como se forma o preconceito contra médicos, como vc tbm tem formado.

      Desculpa, mas eu não acredito que alguém que realmente pensou a respeito, poderia achar que a culpa da desordem na serviço de saúde é dos médico. Espero realmente que meu relato sirva pra vc pensar seus conceitos quanto ao assunto, pois não aguento ver julgamentos generalizados e injustos.

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    11. A prova do Revalida a qual se referem não foi instituida ainda por motivos como: O governo tem total controle das universidades de medicina, porque são poucas, ainda. Há outros critérios de avaliação das universidades e, por se tratar de saúde, a faculdade que não corresponder deve e será imediatamente fechada. Isso, claro, desde que nenhum político tenha um ou outro interesse nessa universidade.

      São apenas alguns motivos que indico a não necessidade da prova de avaliação dos formandos.

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    12. Fernando, a maioria dos médicos no Brasil passa por várias provas muito mais difíceis que a prova do REVALIDA, para poderem fazer residência/pós/mestrado/doutorado. Além disso, se quiserem fazer parte das associações médicas - como Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sociedade Brasileira de Oncologia, Sociedade Brasileira de Clínica Médica, etc, etc, fazem provas escritas, orais, práticas, avaliação de títulos, trabalhos publicados, e por aí vai. Quem não passa não tem esses registros, mas todos querem fazer, e tentam até passar. Precisa de REVALIDA? REVALIDA em todos os países é uma prova para médicos estrangeiros. Ninguém dá um diploma revalidado em nenhum país sem passar por provas muito, mas muito mais difíceis do que a prova do Brasil. Esses médicos que vão para o interior, vão ficar olhando os pacientes graves morrerem por falta de estrutura, como os brasileiros. Os brasileiros estão cansados disso, de atender em lugar inadequado, sujo, sem medicamento, sem aparelho, sem exame. Mas os estrangeiros estão coniventes com isso. Desde que eles recebam seu dinheiro da bolsa, eles vão ficar vendo pacientes graves morrerem. Vê se algum deles quis ir como voluntário, como acontece com alguns médicos brasileiros? Mas mesmo o voluntário tem que ter condiçoes de trabalho para poder fazer alguma coisa de bom para alguém. Será que é tão difícil entender que não dá para fazer milagre, nem gambiarras na Medicina e na Saúde em geral? Nem nas outras profissões. Um professor,insubstituível,vai para um lugar em que não tem sala, nem quadro, nem livros, as crianças não tem merenda, não conseguem aprender? O professor vai levar os filhos dele para um lugar sem infra-estrutura alguma? Muitas vezes sem saneamento, nem água limpa para beber? E isso serve para todos.Poxa, gente. O verdadeiro problema é esse governo omisso e irresponsável, corrupto, que só pensa nas eleições, quer mais é que o povo fique cada vez mais ignorante, para que o seu marketing pesado surta efeito. Gastam milhões com isso, em vez de dar a infraestrutura que todo profissional precisa para não precisar fingir que está trabalhando, e sempre são os mais carentes que são mais prejudicados.

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    13. Gente o governo ja estava combinado com cuba a muito tempo, qd viu o povo nas ruas nas manifestações criticando a saúde, olha a jogada!!!! se aproveitou e veio com essa dos médicos cubanos, (espertamente) jogou a população contra os médicos querendo dizer que a culpa do Sus estar nessa inercia pessimo uma vergonha sem estrutura alguma é dos médicos.......essa dinherama que vai pra cuba poque não foi aplicada aqui no Brasil? na area da saúde, porque? tem coisa muito podre nessa jogada. SIM. CADE OS MÉDICOS DA ESPANHA E DE PORTUGAL? não sabe,não/ NINGUEM QUIS VIR, boa tarde

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  5. Incrível seu texto! Parabéns pelo talento raro de colocar em palavras essas emoções. Pude relembrar diversos momentos que vivi em minha formação e agradeço a você por isso! Que Deus abençoe sempre seu aprendizado com a medicina.

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  6. Manu.. simplesmente amei seu texto, como sempre, escrevendo bem demais. Também me entristece muito essa situação, mas infelizmente, como tudo nesse país, a população só vai perceber essa realidade quando a desgraça já estiver concretizada. Vão ver que mais médicos sem revalidação não farão brotar mais leitos, mais máquinas de raio x, não consertarão ambulâncias e nem irão repor as gazes e medicamentos que faltam nos hospitais. É de ficar boquiaberta o fato de que, vendo aquele piscinão do hgf, por exemplo, onde até os acompanhantes ficam pelo chão, as pessoas ainda achem que a solução é trazer mais médicos sem revalidação.. enfim, fica a indignação, mas nunca a desistência de trabalhar nisso tudo por amor, ne?
    Parabéns mesmo, Manu!!!! Beijão
    Day ;)

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    1. Day, obrigada por todas essas palavras cheias de carinho. Você sempre teve minha admiração, creio que será uma médica diferenciada e humana, assim, admirarei ainda mais! Beijos

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    2. ah.. e esse post ta sucesso viu!! Compartilharam lá no grupo da famed ufc e todo mundo adorou e apoiou demais. Acho lindo demais vc não ter abandonado esse hábito de escrever mesmo com os perrengues da medicina!! hehe vc vai longe, Manu, parabéns de novo. Bjos

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  7. Sou sua colega, já então com 26 anos de formada e torturada até o âmago pelo achincalhe com a saúde do nosso pobre povo, com a nossa classe e com os princípos morais mais básicos, neste Brasil onde interesses espúrios puramente político-partidários prevalecem sobre a vida humana.
    Me emocionei, chorei com o seu texto e me senti respaldada nos meus sentimentos. Obrigada!

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  8. Nem só de médicos se faz saúde publica, se faz com saneamento básico, educação e infra-estrutura. Mas por que impedir um medico estrangeiro de ir aonde um medico brasileiro não quer ir? Por que impedir seres humanos já tão maltratados de tudo de terem um medico, mesmo que de outra nacionalidade, pra atender no posto de saúde da cidade? Se formos pensar em profissionais que sofrem sem estruturas, vamos pensar nos engenheiros. Ja pensou se os engenheiros não fossem aos interiores por não terem estradas, um local pra dormir, colchão ou material adequado para o trabalho? Vamos pensar nos professores que ganham bem menos do que qualquer medico ou engenheiro recém formado ganha, para educar e formar cidadãos e profissionais? TODOS os profissionais merecem respeito, médicos inclusive, independente de onde eles venham. Muito boa sorte aos médicos estrangeiros, e mais ainda para você, que consiga manter a sanidade e a humildade em frente a tantos obstáculos que a vida coloca.

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    1. Bianca, jamais me colocaria contra qualquer médico ir atender no interior! Concordo com você que as pessoas mais carentes e que vivem distantes dos grandes centros em muito necessitam de assistência. Coloquei-me contra médicos não revalidados, reprovados em conhecimentos básicos. Não é porque alguem é carente que deve se submeter a qualquer tipo de atendimento, muito pelo contrario. Qualquer médico brasileiro ou não, desde que revalidado, será de grande valia para as pessoas. Sou contra um programa que deixará as condições do SUS tão precárias como já estão e repassará milhões de reais por mês a outro país. Veja que em nenhum momento do texto eu fui contra a sua opinião, mas, informações errôneas já estão tão disseminadas, que todo mundo acaba lendo o que já sabia. Agradeço sua participação!

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    2. Infelizmente o Revalida não é uma prova para medir conhecimentos básicos, e sim um exame extremamente difícil que tem como objetivo estabelecer uma reserva de mercado para os médicos brasileiros. Não que isso seja errado, mas os médicos cubanos estão sendo convocados em caráter emergencial - seria contraprodutivo deixar um profissional competente de fora do programa simplesmente porque ele não conseguiu passar de uma avaliação que tem como objetivo justamente servir como BARREIRA para a entrada de médicos estrangeiros no país. De qualquer forma, uma aprovação no Revalida significa que o médico em questão estará apto para exercer plenamente a medicina no Brasil, podendo dar plantões e realizar cirurgias - enquanto os médicos estrangeiros que estão sendo chamados irão atuar SOMENTE na atenção básica. Apesar de bem escrito, seu texto comete o mesmo pecado de todos esses "relatos de um médico" que andam pululando por aí desde que essa polêmica toda começou. Esse pecado é o de uma falsa vitimização. Existem os babacas que andam demonizando a classe médica como um todo, claro; existem os babacas que acham que todo médico precisa ser um santo, um super-homem, e que deve trabalhar independente do salário. No entanto, isso não tem absolutamente nada a ver com a eficácia do programa Mais Médicos. O governo jamais, em momento algum, culpou os médicos de não se sacrificarem ao ir trabalhar em cidades do interior que oferecem condições mínimas. Mas, independente dos médicos brasileiros terem culpa ou não, faz-se necessário que essas áreas carentes sejam contempladas pelos profissionais da saúde. Já que os daqui não vão, que chamem os do exterior! Também não é válido esse discursinho de que o que tem que ser feito são as tão necessárias reformas estruturais na saúde para que essas cidades do interior tenham uma infraestrutura boa o suficiente para que os médicos brasileiros se disponham a trabalhar lá. É o ÓBVIO ULULANTE que essas reformas precisam ser feitas, e nunca se propôs que o Mais Médicos fosse substitui-las. Só que essas reformas consistem num projeto a longo prazo, enquanto os doentes dessas cidades precisam de atendimento imediato! Essa leva de médicos vinda de fora vai ser uma grande ajuda para esse pessoal carente até que essas reformas estruturantes sejam concluídas. Se o governo está ou não levando a cabo essas reformas é outra questão inteiramente diferente. Se não, que se critique, com justiça, o nosso Estado; agora detonar o que ele faz de certo, como o Mais Médico, não faz sentido nenhum.

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    3. muito bem dito, anônimo!

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    4. Nossa, Anônimo, você sabe quando são as eleições? Você sabe a quanto tempo esse grupo está no poder? O curto prazo citado por você é exatamente a ideia do governo, mas não para o bem daqueles que vivem nos rincões do Brasil, não, isso é para que você pense exatamente como está pensando, que esse governo toma a medida certa! A saúde pública está um caos... Não se pode aplicar uma injeção em um paciente sem seringa, nem levar um ferimento sem um soro estéril, nem fazer uma sutura sem um fio (nem falo da necessidade da anestesia, porque mesmo com ela precisaríamos da seringa), nem tratar uma doença veiculada pela água sem saneamento e água encanada... Poderia escrever um texto bem maior que o seu só com esses nem's. O médico é o que menos falta, temos mais médicos/habitantes do que a OMS pede, faltam realmente condições. É difícil falar isso com alguém vendado por um governo populista e inteligente que está fazendo apenas sua pré-campanha. Boa sorte a todos nós! Espero que um dia você e vários outros brasileiros percebam o que está acontecendo. Passar bem.
      Cezar Augusto Rebêlo, um ser humano

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    5. Não é uma prova nada difícil. Qualquer médico que fez 6 anos de faculdade e estude um pouco, passa tranquilamente. As provas para entrar numa residência médica, após os 6 anos, são muito mais difíceis, e, mesmo que o médico passe, às vezes há 1 vaga para cada 50,60 candidatos. No REVALIDA quem passar está garantido. Nos EUA, um médico estrangeiro, se quiser trabalhar lá,além de fazer varias provas, tem que fazer praticamente uma nova faculdade, os médicos sob supervisão, sem muita autonomia, durante anos. No Brasil é UMA prova e pronto.

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    6. Por Deus Anônimo, REVALIDA difícil ? Fala sério é uma prova básica de conhecimentos em Medicina. Peguei uma delas no site do Inep e li a primeira questão para o meu pai, que contador e tem 71 anos e sem ler as opções, só pelo relato do caso clinico ele, o contador, acertou a resposta! E sabe porque ? Porque o questão envolvia uma doença comum e de grande prevalência na população, um caso clássico na saúde pública: tuberculose pulmonar. Nunca tinha me interessado em ler as provas do REVALIDA mas depois dessa polemica toda fiquei curiosa e me espanteu pois não tem nada de dificil e sim é básica, ponto.

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    7. Humano Cezar Augusto Rebêlo: na minha primeira postagem eu rebato todos os seus "nens". Ninguém afirma que a vinda dos médicos cubanos existe para suprir a necessidade de reformas estruturais. Vá lá, temos mais médicos que a recomendação MÍNIMA da OMS pede (embora menos que muitos de nossos vizinhos sul-americanos), mas isso de nada significa se eles estão mau distribuídos. Já essa primeira parte do seu texto é estapafúrdia. Óbvio que o PT planeja usar o possível sucesso do programa como plataforma para reeleição. Mas e daí? De que importa isso se se trata de uma medida realmente positiva? Qualquer partido de qualquer país do planeta usa como plataforma de eleição seus projetos que deram certo. O problema é quando se trata de uma medida exclusivamente eleitoreira, mas aí são outros quinhentos.

      Dianice, hei de me convencer que o Revalida é uma prova fácil simplesmente porque seu pai acertou uma resposta? Faça-me o favor. Os índices de aprovação nos anos recentes do exame são menores que os da OAB, que é tido como referencial de prova difícil no país. Apenas 7,5% dos inscritos foram aprovados no ano passado. Não é possível que você e o anônimo que comentou acima acreditem realmente que se trata de uma prova facílima e que, na verdade, todo mundo que faz o exame é que é burro. Aliás, bem infeliz do anônimo citar como exemplo os EUA, que é notadamente um dos países com a PIOR saúde pública dentre os desenvolvidos.

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  9. O que você é,isso ninguém te tira. MÉDICA COM MUITO ORGULHO. Siga seu caminho lindo,que Deus abençoe,porque o conhecimento é seu maior bem.

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  10. Moça, quem foi que disse que a culpa "é toda sua"? Onde foi que saiu isso? Se há um ou outro mais radical, paciência! Não podemos fugir do fato de que há carência de recursos humanos na saúde. Nenhum de vocês ficará desempregado. Desconheço médico sem emprego. Ao contrário, alguns (não são poucos) tem um concurso de 40 horas no município e só cumprem 20h, pois "vale mais a pena" ficar as outras 20 em hospitais particulares, pegando plantão de amigos aqui, aplicando uma anestesia ali... O que me parece um tanto vergonhoso é que, com exceção de uma greve aqui e outra ali por melhorias salariais (como toda boa greve), não lembro de paralisações, chiliques e vaias a favor da melhoria das condições no SUS. Só via reclamações de quão baixo é o valor da consulta no SUS. Vocês estavam sofrendo sozinhos, calados? Eu já vi/ouvi médico fazer (ou não fazer) cada coisa... não saber qual tubo se introduz na uretra do paciente, além de outros erros crassos. Portanto, passem vocês também por um exame de conhecimento teórico/prático. Ou será que só existem médicos de capacidade questionável em Cuba, Argentina, Portugal ou Espanha? (Principalmente em Cuba, claro, onde as médicas nem cara de médicas tem).

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    1. Leonardo, vejo muitas pessoas sim responsabilizando os médicos pelo caos na saúde, que bom que você só conhece um radical ou outro. Também concordo com você quanto a presença de maus profissionais brasileiros, eu não deixei de cita-loja no texto justamente para mostrar que não tenho essa idealização! Quanto a estarmos sofrendo calados, os que sofrem (nem são todos), deveriam estar juntos com todos esses outros brasileiros que demoraram anos para "irem às ruas", que também estavam calados, será que estavam sofrendo sozinhos tudo que reivindicaram nas manifestações? Mas concordo com você que a luta deveria ser mais efetiva. Com certeza existem profissionais de capacidade questionável de qualquer país, não sei se você pulou essa parte do texto, mas eu disse que todos os médicos revalidados são muito bem vindos, não há dúvidas de sua imensa contribuição. Em nenhum momento, me coloquei contra o Revalida para brasileiros, se quiserem instituir, aceitarei sem alardes, só teme quem não se capacitou. Respeito sua opinião, mas acho que você não entendeu o que eu verdadeiramente quis dizer, pois eu não contradisse. Obrigada pela participação!

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  11. Muito bom o texto. Parabéns por externar de forma tão brilhante esse desabafo!

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  12. mas que idiota esse Nilson Diógenes.... Deus me livre de ter um filho meu tendo aulas com alguém como você... começou o comentário mal e terminou pior ainda... A grande diferença entre vocês é que um erro seu só faz com que um aluno entenda um ensinamento errado... ou nem entenda... já no caso de um médico pode significar a vida ou a morte do mesmo. Não se compara uma coisa à outra. Alguma coisa precisa ser feita sim, MAS CERTAMENTE NÃO É ISSO QUE ESSE GOVERNO SAFADO, NOJENTO E IRRESPONSÁVEL ESTÁ FAZENDO que é claramente uma ação com fundo eleitoreiro... se realmente a intenção é resolver o problema, qual são as outras ações do mais médicos? ou será possível que botar um médico cubano não revalidado num posto de saúde nos confins do Piauí vai acabar com o problema de saúde? se essa é a solução, porque já não fizeram isso há 10 anos atrás? os médicos cubanos já existiam nessa época... o FHC já tinha feito isso... nem nisso o PT consegue deixar de imitar o PSDB... e de repente começou a imitar também nas safadezas... porque os dois são farinha do mesmo saco... estou cheio de ver pessoas como você falando que melhor isso do que nada... eu quero ações de verdade! não quero esse bunda lê lê enfiando goela abaixo dos brasileiros que pagam impostos e não tem absolutamente nada em troca.

    Está insatisfeito com seu salário? vá estudar mais ! se qualifique ! arrume outro emprego ! e pare com a choradeira!

    fique com Deus você também! que Ele possa te dar mais discernimento !

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    1. Meu Deus, quanta ignorância desse "Anônimo"...
      "A grande diferença entre vocês é que um erro seu só faz com que um aluno entenda um ensinamento errado... ou nem entenda... "??????

      É isso, então?

      É por esse tipo de pensamento que a Educação é tão desvalorizada.
      Na Educação, meu amigo, lida-se com vidas também!!! Lida-se com todo um futuro, não apenas de um ser, mas de uma nação!! Mas você talvez não seja capaz de entender isso...

      A melhor parte é: "Está insatisfeito com seu salário? vá estudar mais ! se qualifique ! arrume outro emprego ! e pare com a choradeira!"

      Minha nossa!!! Tá certo... Vá consolar os médicos que estão batendo os pezinhos e fazendo beicinho, por causa do Mais Médicos (com todo respeito à moça do post, se for possível).

      Sua hipocrisia de cuspir veneno e falar em Deus mostra bem que tipo de pessoa você deve ser.

      Deus nos livre de "Anônimos".

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    2. Esses Anônimos são anônimos por um motivo. Uma necessidade de usar uma máscara de preconceitos, uma lavagem cerebral que lhe fizeram e tens consigo esse olhar neonazista sobre o mundo. Vc pelo visto não participa da realidade de um professor, de um enfermeiro e todas essas profissões negligenciadas pelo Governo do Brasil.
      Tem toda essa marra de partido de direita, mas não entende que a são todos iguais, só que uns mais iguais que os outros. Não percebe que esse teatro tem um só dono no Brasil, e via além do partido, do presidente, dos deputados.
      Não percebe que o Brasil é uma neocolônia descivilizada, sem incentivos culturais e intelectuais relevantes, e se mantêm assim graças a pessoas como você. Que acham que está tudo errado, mas não conseguem ir a fundo o suficiente para se sujar, apenas aponta o dedo e diz que a saúde e a educação são uma bosta, mas claro que a educação é menos importante, sairá apenas com um conceito errôneo... MEU QUERIDO, UM DIA VC RELERÁ SEU TEXTO E VERÁ O QUE UM OU ALGUNS CONCEITOS ERRÔNEOS CAUSAM... CAUSAM MALES SOCIAIS COMO VOCÊ!!!

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  13. Achei ótimo seu texto, mas existem locais no norte do país por exemplo, em mata fechada, que nem com as melhores condições alguém irá.
    Quem estaria disposto a abandonar tudo para ir a selva?

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    1. Se nesses municípios é difícil se obter uma qualidade de vida, não é certo colocar profissionais obrigados sem direitos trabalhistas. Acredito que se o Governo fizesse, como nas carreiras do Judiciário, concursos com cargos de carreira para os profissionais de saúde, em que os mesmos ficassem de forma temporária nesses locais e com o tempo progredissem para maiores centros, acredito que as pessoas iriam sim. Dessa forma o ciclo estaria sempre se renovando, um profissional chegando, e outro migrando e a população não fica desassistida. Realmente não investir nem na estrutura nem na valorização dos profissionais e querer que os mesmos se firmem permanentemente nesses locais, considero utópico. Obrigada!!

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    2. Me expliquem então, como um grupo de MÉDICOS BRASILEIROS que formaram um grupo de auxilio, sem receber pelo seus serviços, realizam cirurgias, leves, mas são cirurgias, sem vencimentos ou cobranças por suas consultas em taperas de palha, palafitas de madeira no estado do Amazonas? A desculpa de que a falta de condições ideais de trabalho cai por terra.
      É curioso que uma classe de profissionais que supostamente estuda para salvar vidas, é capaz de matar uma nação inteira, de VERGONHA…
      Se têm instrução, falta aos médicos brasileiros educação.

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    3. Amigo "Anônimo", onde você viu isso de "grupo de MÉDICOS BRASILEIROS [...]realizam cirurgias, leves, mas são cirurgias, sem vencimentos ou cobranças por suas consultas em taperas de palha, palafitas de madeira no estado do Amazonas"? Cite qual a sua fonte.

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    4. Eu vi num programa especial da TV Globo.

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    5. Você deixaria sua mãe ou seu filho fazerem 'pequenas cirurgias' numa tapera? Para os pobres basta. Já para você - e eu - não...é um perigo qualquer procedimento fora do ambiente hospitalar de um posto equipado. É muito risco, mas para o pobre, não tem cão, caça com gato...só que estamos falando da saúde e da vida das pessoas. Enquanto a sorte ajuda e dá tudo certo, tudo bem. Ate´o dia em que dá errado. Aí a família tem que se conformar - "Deus quis assim". E quando não se conforma e processa, que perde o direito de trabalhar é só o médico que quis ajudar, mas que não deveria ter aceitado fazer seu trabalho sem estrutura. Ontem minha mãe iria fazer uma cirurgia simples nas pálpebras, em hospital particular. Chegou lá e o médico já estava esperando. O hospital não tinha quartos disponíveis, mesmo que ele tenha pedido. O hospital falou "ah, dr, opera assim mesmo, enquanto isso de repente vai vagar um quarto, senão fica na salinha do centro cirúrgico com os outros operados". Ele preferiu remarcar, Minha mãe entendeu e demos toda razão ao médico. Se acontece alguma coisinha, mesmo que não fosse pela falta de quaro, a culpa seria dele. Agora um pobrinho pode ser examinado e se submeter a procedimentos até ao relento. É só ter o médico junto, que vai fazer sua mágica. Os estranfeiros despreparados vão fazer exatamente isso. Mágica. Tá certo isso, você acha mesmo? Tem voluntários, sim, que se viram, tentam ajudar, compram medicação com dinheiro próprio. Eu sou voluntaria, e fico muito triste quando só posso falar com a paciente, porque não tem mais nada pra fazer. Então estou preferindo atender alguns de graça no consultório em vez de ir às prisões olhar os detentos, ir aos orfanatos, isso em cidade grande, não conseguir fazer nada, e o prefeito da cidade sair de "bonzão", com o meu trabalho voluntário, mas que ajuda muito pouco. Resumindo: tem médico que atenderia até de graça, por uns dias na semana, apesar de ter contas como todo mundo. Falta estrutura básica. Não é tão difícil entender isso.

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  14. Manu, chorei ao ler seu texto.. fico feliz por saber que vc escolheu uma profissão tão nobre.. nobre porque sem duvida fará o sua parte sem pestanejar.. precisamos de médicos com esse profissionalismo.. Parabéns.. e mesmo com toda dificuldade não perca a doçura...

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  15. O Brasil é um país de muitas promessas, mas a impressão é que estamos indo ladeira abaixo. Nesse momento nossa melhor aposta é uma rigorosa reforma política que estabeleça severas punições à corrupção e diminuam as extravagantes regalias políticas, estas são as exigências mínimas. Não esqueça que as condições precárias e desumanas relatadas por você, também serão sentidas pelos médicos forasteiros, ou seja, serão as novas "vítimas" do descaso de nossos gestores. Não esqueça também, assim como temos hospitais sem remédios e ambulâncias, também temos delegacias sem viaturas, escolas sem cadeiras (e merendas), universidades sem professores, processos sem julgadores, licitações fantasmas e fraudulentas etc. Esta é a realidade do país em que vivemos, quero dizer, seu desabafo não deixa de ser um desabafo de todos os brasileiros. Mas como mudar? Confesso que estou perdendo as esperanças, porém continuo lutando mesmo assim...

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    1. Compartilho da sua angústia. Acredito que a única forma de verdadeira melhoria seria concentrar investimento na mudança das raízes dos problemas sociais. Infelizmente, vemos muitos programas como esse que são tapa buracos, acobertam um problema aqui e logo surgirão mais dez. Dou uma bolsa família, mas não permito acesso à faculdade para que as pessoas sejam produtivas para o país. Coloco um médico, mas esqueço que as pessoas continuarão morrendo sem rede de esgoto, sem coleta de lixo, sem vacinas, sem educação. Não adianta a gente investir lá na ponta antes de garantir que cada cidadão tenha seus direitos humanos garantidos! Obrigada por participar!

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  16. Seu texto é muito bom, e obrigada por ser esse profissinal que vai procurar fazer a diferença, mesmo que com tão parcos recursos que o governo destina para as áreas mais importantes para toda a população. Eu tenho uma opinião sobre a educação hoje no Brasil, não culpo só o governo pela má qualidade na educação mas aos pais também, que a cada dia estão produzindo mais filhos ruins, é isso que eu acho e é o que eu tenho observado, pois antes os professores eram respeitados nas escolas, hoje nem os pais os respeitam, eles culpam a escola pelo mau desempenho do filho, você já reparou? Não sou professora, mas revolta-me perceber que os pais estão jogando a responsabilidade da educação de seus filhos nas escolas, sim pq educação eu aprendi em casa com os meus pais, na escola eu adquiri conhecimento, e ainda aprendo a cada dia, pois tudo muda ou se renova. Adimito que muito pais têm de trabalhar os dois para obeterem uma vida digna para eles e seus filhos, mas custa um pouco dar mais atenção e amor para eles, saber dizer não quando necessário? Anossa população está se tornando de velhos, pq os mais jovens acham que podem tudo e não tem limites para as atrocidades que muitos cometem por saberem que ficarão impunes caso cometam algum crime se ele for menor, essa é nosssa triste realidade, infelizmente. As pessoas jogam a culpa na péssima educação do país, concordo que não funciona muito bem, mas os alunos também não colaboram, e isso não é só nas escolas públicas mas nas privadas também ocorrem de ter alunos ruins também. Sobre a saúde no país, eu sei que muitos profissionais se esforçam para tentarem fazer a diferença e trabalhar com a precariedade do um sistema falido, eu escrevi um pequeno texto em meu perfil o Facebook, e uma das coisas que eu falei foi o seguinte: "Pelo que eu entendi, esse médicos vieram para somar esforços na tentativa de prestar atendimentos básicos a zonas carente de médicos nos estados do país, e não para dividir como muitos ignorantes acham... universidades formando médicos que eu percebo não se precocupam muito com as comunidades carentes, são poucos os que fazem isso, que se formam e fazem concursos ou não, mas vão para locais onde o atendimento é precário para tentarem fazer a diferença, se aventuram na arte de tentar salvar vidas com parcos recursos...sejam mais humildes e juntem suas forças aos dos médicos estrangeiros para tentarem fazer um país menos carente na saúde básica, troquem experiências, não é para isso que muitas vezes vocês viajam para fora do país para participarem de congressos, feiras e convenções na busca por melhorias nas especialidades que vocês escolheram? Eles podem ensinar muito e vão aprender bastante, já começaram ontem, aprederam o quão medíocres são os médicos que aderiram a esse protesto contra eles". Essa foram algumas palavras de desabafo sobre a má conduta e a falta de ética de alguns profissionais responsáveis pela saúde no país. Espera Manu que você seja aquela que buscará fazer a diferença, desejo a você tudo de bom.

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  17. Moro em Fortaleza e pago o melhor plano e mais caro de saúde que existe no Brasil. Todas as vezes que preciso ir a um especialista (particular) preciso esperar no mínimo entre 20 a 30 dias. Quando chego ao consultório, mesmo com horário marcado, tenho que esperar entre duas e três horas. No atendimento, tem uma placa proibindo celular, mas o profissional interrompe a cada cinco minutos a consulta para atender ou fazer chamadas telefônicas. O retorno, geralmente é marcado um mês depois para que seja cobrada uma segunda consulta do plano (?). Isso é uma constante, não é falta de sorte minha. Temos que encarar os dois lados da situação. FALTA DE ESTRUTURA E FALTA DE MÉDICOS E TEMOS QUE RESOLVER OS DOIS LADOS.
    Essa é a única forma de resolver o problema da saúde. Com médicos e estrutura.

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    1. Oi Fatima também sou de fortaleza..e numa emergência no hospital MK..a medica tanto tinha de beleza como de insegurança fez 4 receitas e rasgou todas..era simples eu estava com forte dores na coluna então falei para ela dra que tal passar uma injeção de besetacil ela de pronto me respondeu..isso é remédio de pobre..e não tem aqui nesse hospital...e eu disse tem já tomei outro dia.. ai ela saiu e voltou já com a receita pronta...a maioria é um descaso com a população..

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    2. Novamente alguem aqui não atacou a causa do problema. Na medicina privada os donos dos planos de saude fazem o mesmo jogo do governo. Jogam a população contra os médicos. De uma consulta pelo plano de saude os médicos ficam em média com 20 reais mesmo voce pagando fortuna ao plano.Por isso tem que atender muita gente pra ter um rendimento digno.

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    3. E esses 20 reais depois de 2-3 meses. E quanto a benzetacil pra dor nas costas, nao dá nem pra comentar. Vc queria substituir a dor nas pela dor na B? Só se for, porque o tratamento seria outro.

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    4. Unknown Os pacientes não podem servir como "moeda de troca" e manipulados pelos planos e também pelos médicos. Se os médicos não estão satisfeitos com o que ganham dos planos,então não trabalhe com eles, como já fazem muitos particulares.

      Acha correto sermos vítimas do plano de saúde e também dos médicos, como assim ?

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  18. Belíssimo texto. Sobretudo pela sinceridade que passa.
    Não sou da área médica mas tenho essa mesma visão: acho uma afronta se jogar para os médicos (e demais profissionais de saúde) a responsabilidade por um caos criado pela corrupção.
    Parabéns!
    Pelo texto, pela coragem em ser médica, pela dedicação e pela sensibilidade.

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  19. Manu, você não entendeu, se for feita a revalidação os médicos poderão atuar em qualquer região do Brasil e o problema vai perdurar. Essa é a razão, pois, como é conhecido de todos, os cubanos estão entre os melhores médicos do mundo.
    Evidentemente que médicos bons e ruins, assim como em toda profissão, existem, em todas as nacionalidades, principalmente no Brasil onde as universidades na sua maioria é de qualidade duvidosa. Os próprios médicos já declararam que saem sem saber nada. Veja por outro ângulo, pode ser muito positivo para toda a classe médica essa troca de experiências, os inteligentes saberão tirar proveito dessa nova realidade.

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    1. Fátima, acho que você que não entendeu o que eu quis dizer. Agradeço sua disponibilidade em opinar, mas me discordar totalmente de você. Agora vamos colocar médicos reprovados em conhecimentos básicos no interior para termos o médico lá? Acho que a população merece mais né? Vou coloca um médico, seja de qual nacionalidade for, sozinho sem estrutura de forma obrigatória sem nenhum direito trabalhista e sem nenhum direito de desistir do emprego caso as condições inaceitáveis? Nossa, Fatima, essa realmente não é a saída. Os médicos tem que ser revalidados SIM por respeito à população que merece um atendimento de qualidade, por respeito aos profissionais que merecem ter direitos trabalhistas como qualquer outro cidadão. Já imaginou se os 40 milhões repassados a Cuba por mês fossem investidos nas estruturas de saúde, na criação de concursos e cargos de carreira para todos os profissionais de saúde? Isso já acontece no judiciário e muitas cidades de interior ganharam atendimento jurídico gratuito que não tinham, tenho certeza que isso pode acontecer com a saúde. Não se engane, tem muita gente muito bem orientada no Governo, eles sabem quais soluções seriam reais, se não fazem é porque têm outro interesse! Obrigada por participar!

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    2. Realmente não entendi… Você está afirmando que os médicos selecionados foram reprovados em conhecimentos básicos ? como assim ? Eles não são formados? Foram reprovados em seus países de origem? Por favor, agradecemos se puder nos explicar isso melhor.

      É necessário estrutura mas é também necessário que tenham médicos nessas estruturas e não temos. Como já disse no meu email precedente, não é só no SUS ou interior que existe essa falta, aqui em Fortaleza a consulta pode demorar entre 15 a 20 dias para ser marcada. Há uma realidade que nós, pacientes vivemos e que não pode ser negligenciada.Como disse, talvez essa experiência seja o começo de uma discussão e de mudanças radicais que, se soubermos aproveitá-la, pode trazer benefícios para médicos e pacientes, enfim todo o sistema da saúde. E olhe, não sou a favor de nenhum partido político, nenhum deles me representa. Mas uma coisa é certa, precisamos mudar o que está aí, não dá pra continuar como está, concorda?

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    3. Vou desenhar: A única coisa que a classe médica quer para os médicos cubanos é que eles sejam avaliados. Isso se dá através do revalida! Nem todos passam no revalida e se eles forem bons, serão aprovados e poderão trabalhar com condições dignas e ajudando as pessoas. Precisa humanizar os pacientes, é isso que falta. Eles precisam ter a importância que merecem. Quando você tem algo para levar ao concerto, você entrega na mão de qualquer um se for algo valioso ou fica mais segura se for alguém que você sabe que poderá resolver o problema perfeitamente? por favor, né? não me faça perder a pouca fé que tenho nos brasileiros. Seres que tem mostrado tão ignorantes. Alem disso, caso não saiba, é preciso analisar alguns pontos.
      1- todo profissional precisa de um local de trabalho digno,
      2- salário que PAGUE (é preciso pagar o que vale e não qualquer quantia. Pois é melhor pagar bem e suprir as necessidades, que pagar mal e não resolver tais problemas).
      Esses são alguns problemas que os médicos enfrentam para ir trabalhar nesse lugares que, talvez se pudesse escolher, os cubanos não iriam. NÃO ADIANTA TER MÉDICO PARA PASSAR EXAMES E NÃO TER EQUIPAMENTOS PARA REALIZAR OS MESMOS.

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    4. Qual o valor desse salário?

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    5. Fatima,

      EU NÃO SOU MÉDICA SOU FISIOTERAPAUTA, mas sei o quão pouco os convenios repassam para os profissionais da saúde. Por isso você tem encontrado dificuldades em agendar suas consultas. Infelizmente o problema É MUITO MAIOR E NÃO É CULPA DOS MEDICOS!!! Infelizmente as clinicas acabam fazendo "cotas" de atendimento/mês de pacientes no convênio para conseguirem se manter abertas. Eu parei de trabalhar como fisioterapeuta há 2 anos, por motivos pessoais, mas eu lembro que passei 1 mês atendendo RPG em uma clinica que me repassava 40% do tanto que o convênio pagava. Nesse local o máximo que eu recebia por hora por um tratamento, totalmente individualizado, era 16 reais. A grande maioria dos convênios pagava só repassava 7 a 8 reais (Bradesco, Maritima, Unimed e Sulamerica). Logicamente que essa clinica fazia "cotas" de pacientes atendidos por convênio e tentava atender os pacientes que iam para fazer ficioterapia classica como "linha de produção". Na fisioterapia clássica os fisioterapeutas só recebiam 3 reais por paciente atendido.

      Bom, deixando de lado as clinicas particulares, EU ATENDI EM HOSPITAIS e vi pacientes sem atendimento por estarem na fila do RX (quebrado), ou na fila de atendimento aguardanto 1 MEDICO QUE ATENDIA 2 ANDARES DE TRAUMA SOZINHO, ou aguardando liberação do centro cirurgico SEM MATERIAIS. A culpa dessa demora no atendimento é do médico? Do enfermeiro? Do fisioterapeuta? Creio que não. Quando reclamavamos (todos os profissionais da saúde) para terem mais profissionais naquele hospital ouviamos a mesma resposta: não tem dinheiro. Alguns dias depois aparecia no jornal que os senadores, deputados, etc haviam aumentado o proprio salario. Acho que o dinheiro estava indo para aí, não concorda?

      Concordo com todos quando falam que faltam médicos no interior, mas alguém já parou para perguntar o motivo? Por que um juiz vai para o interior e não quer mais voltar? Por que nenhum médico quer is para o interior? A grande diferença é que um juiz recebe o salario em dia, e que todos os materiais que ele precisa para trabalhar já está lá. O médico não. Quando está para mudar de prefeito, o prefeito anterior pára de pagar o salario dos médicos e e enfermeiros e, quando esses vão exigir do prefeito novo a resposta é quase sempre a mesma: "vá pedir para o prefeito anterior, a divida é dele". Vários medicos e enfermeiros me falaram isso. Os enfermeiros que conheci no hospital e que já trabalharam no PSF me relataram que chegaram a comprar do próprio dinheiro luvas, mascara, gaze estéril, dentre outros para o trabalho pois não tinha no posto há meses.
      Em relação ao revalida: qual o problema? Se eu quiser trabalhar nos EUA, por exemplo, eu precisarei pagar uma taxa entre U$ 300 a U$ 500 para analizem meu curriculo, depois fazer uma a equivalência curricular, para só depois fazer o revalida. Isso tudo pode demorar até 2 anos. Isso é para proteger os profissionais americanos. Ok, e daí? ? ? Por que só o brasileiro que critica ao próprio povo, se menosprezando, e coloca todo e qualquer extrangeiro no altar? Ninguém é melhor que ninguém!

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    6. É verdade. E os bons profissionais da saúde, todos eles, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais,psicólogos, dentistas, são muito desvalorizados. Amo atender com todos trabalhando juntos, cada um fazendo a sua parte, com estrutura para fazermos o trabalho.
      Todos os profissionais conscientes e que sabem o que custa o diploma tem meso de ir para um lugar que tem muito pouco, lidar com vidas. Até o psicólogo (minha filha será uma) que poderia somente conversar, vai sentir falta da estrutura. Que adianta tratar a psique de uma pessoa que passa fome, está doente e não tem remédio, e bem sabe falar ou entender o que falam pois não tem estudo? É um trabalho ingrato.

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    7. *tem meso - leia-se tem MEDO...

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    8. O comentario de M melo foi o melhor e mais dentro da realidade que vi por aqui. Lucidez total

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  20. Outra coisa Manu, espero que não tenha escolhido essa profissão pelo que seus parentes e amigos lhe disseram : "a vida está ganha, a Medicina é só alegria, dinheiro fácil"

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    1. Com certeza se assim o fosse, eu não teria escrito esse texto. Minha consciência dorme tranquila, tenho ciência da minha vocação. Obrigada!

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    2. Fico feliz em saber que não foi influenciada pela opinião que seus parentes e amigos tiveram em relação a sua escolha.Isso é bom .

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  21. Bem... eu tenho um medico cubano, gastro, atencioso e realmente resolveu meu problema, o detalhe eh que o diploma dele foi revalidado e ele fez especializacao no Brasil.

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  22. E sobre uma prova pra avaliar os médicos recém formados no Brasil, o que você acha? Tipo a OAB, que só poderia exercer a profissão quem passasse no exame. (Em São Paulo, mais da metade dos médicos que fizeram o exame foram reprovados, e essa aparenta ser a realidade do Brasil inteiro).

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    1. Não sou contra, acho que o Revalida poderia ser aplicado no Brasil tambem. Como disse, o considero um instrumento de proteção para a população. Só espero que não vire um subsídio para que empresas preparadoras e institutos organizacionais enriqueçam, como ocorro na OAB e já ocorre para os médicos na preparação para as residências ( com vagas limitadíssimas). Acho que quem se dedica não deve temer! Obrigada por participar!

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  23. Parabéns pelo excelente texto. Pessoas como você engrandecem meu dia. Sou professor numa universidade pública. Conheço a realidade do ensino e práticas médicas por meio de colegas docentes. Espero que nunca perca sua sensibilidade no trato com o humano. Sem fazer jogo de cena, são três das mais dignas profissões: médico, professor e o policial. Infelizmente, todas elas desvalorizadas pelo poder público. Cá,vai meu abraço. Lindercy Lins

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  24. Não só médicos, mas também qualquer profissional que esteja ligado a vida da pessoa, precisa se submeter a provas. Que achas?





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    1. Concordo, desde que sejam avaliações justas coordenadas por pessoas competentes! Obrigada!

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  25. Muito bom! Muito válidos os argumentos. Concordo de maneira integral.

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  26. A intolerância começa na ignorância minha querida!!!
    Sou professora por formação, mas cansada de todo descaso que nosso país tem com minha escolhida profissão, desisti!
    Me orgulho de profissionais que não se rendem às dificuldades, que lutam para oferecer qualidade, mesmo contra todos intempéries.
    As vezes me envergonho de não ter conseguido, mas por cansaço ou egoísmo (cada um que julgue como quiser) tracei outro caminho e aos 32 anos me sinto tranquila sem ser taxada de incompetente por não conseguir o rendimento esperado pelo governo que lotava minhas salas de aula com 40, 50 crianças.
    A verdade Manu é que o brasileiro acha mais fácil culpar os médicos, os professores, o empresário, mas não se dão o trabalho de ir a luta, fiscalizar, exigir, protestar por aquilo que querem!
    Fiz greve, briguei por melhores salários sim, pois me considerava e me considero merecedora, pois prestava o melhor trabalho que me era possível, dentro das precárias condições de trabalho a que era submetida.
    Minha contribuição mais preciosa eu dava em sala de aula, em casa preparando aula aos fins de semana sem ser remunerada, gastando parte do meu salário com cópias de materiais que enriqueceriam minhas aulas, eu doava meu tempo, meu amor, minha dedicação para colher minguados, mas gratificantes resultados.
    Te entendo, te respeito, te admiro pela força, coragem, amor e por ser uma "quase médica", uma vez que deixei de ser "quase professora" por estar me sentindo uma "quase escrava".

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    1. Lilia, muito obrigada! Infelizmente a realidade é por vezes tão massacrante, que grandes profissionais como você afastam-se da profissão. Temo que isso aconteça com os bons médicos também. Agradeço sua participação e continue seguindo seus ideia, em qualquer uma das profissões que esteja seguindo! Abraço!

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  27. Manu, seu texto me levou às lágrimas. Não bastasse isso, suas respostas às críticas são impecáveis. Estou encantada com a sua lucidez e tranquilidade.

    Sou professora de faculdade particular, e irmã de médico. Me sinto aliviada até hoje por ter percebido a tempo que a medicina não era pra mim, a despeito do incentivo do irmão. Nunca precisei sentir na pele essa dureza, aprendi observando a vida do meu maninho em postos de saúde e hospitais públicos e universitários completamente sucateados.

    Sempre brinco com ele, quando reclama dos plantões e eu esnobo ter o dia livre: eu escolhi ganhar pouco e ser feliz. Meus alunos são recompensa muito maior que meu salário, que não deixa de ser necessário para as contas. Por isso me irrita tanto esse discurso de "rasgaram o juramento de Hipócrates", creio que confundindo o mesmo com "voto de pobreza".

    Eu queria te dizer que já és muito mais médica que muitos diplomados com CRM por aí, mas entendo como se sente. Dou aulas há dois anos, e ainda não me sinto professora. E a impressão é a de que a formação nunca chega ao fim. Mas é isso mesmo, né? Técnicas, tecnologias, relações humanas... aprendemos sempre mais com a experiência.

    No mais, te desejo muita paciência e persistência nesse coração lindo e já tão sofrido. Que possas continuar lutando pela realidade dos que estão ao seu redor.

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    1. Tereza, sou grata pelas suas palavras. Diante de tantos embates nas redes sociais, o que mais aprendi é que toda discussão desrespeitosa só subtrai, mas a troca de ideias sem arrogância e prepotência é sempre enriquecidora para ambos os lados. Se assim for, por vezes acabamos crescendo muito mais com quem discorda. Mas se não for, ambas as partes se perdem. Parabéns por sua profissão brilhante que um dia pretendo seguir e agradeço pelo carinho gratuito, esse é o mais genuíno. Grande abraço!

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  28. Nossa longo demais o texto, parece mais um romance! Nao tive pasciencia de ler por mais curiosidad que tive de saber o conteudo.

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    1. Isso é culpa do governo também, que não investe em educação o quanto devia. Se assim fosse, você teria mais interesse e saberia escrever. Não seria como a maioria que está contra os médicos brasileiros: ignorantes.

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  29. Manu, maravilhoso o seu texto.
    Humano, com embasamento. Acredito que esse seja o primeiro passo de um bom profissional médico, a humildade e humanidade, que somadas à ciência e esforço, são imbatíveis.
    Eu sou a favor do projeto, Manu, desde que haja uma seleção para isso. O Revalida, no caso e não acho justo profissionais graduados no BR se submeterem ao mesmo nível de avaliação, uma vez que vários fatores devem ser levados em conta, pois sabemos que um título de medicina custa caro e custa esforço (muito!).
    Sou estudante na Argentina. Se me graduasse hoje, não sei se voltaria ao meu país, pois de certa forma, me adaptei a viver aqui; mas gostaria de sentir que, se um dia decidir voltar, fosse bem recebida e que o meu conhecimento fosse avaliado, não simplesmente julgado como forasteira, entende?
    Me graduei em enfermagem aí no BR e trabalhei na área. Pude conviver com tantas realidades como estas que você citou em seu texto (mais realista impossível). Inúmeras vezes me senti pequena, por gastar tanto em ¨nada¨enquanto meus pacientes de PSF me pediam 1 real pra comprar Dipirona (destas genéricas) no mercadinho ao lado. Obviamente a farmácia do Posto não dispunha.
    A maneira como os fatos são passados, são distorcidas e sinceramente, xenofóbicas. Os cubanos, como você disse, estão se submetendo à essas condições por pura necessidade, não por um mero acaso e sim, enfrentarão coisas terríveis, das quais terão que buscar discernimento para lidar e resolver.
    A ideia da importação¨é interessante, porém mal planejada e eu se estivesse no lugar de vocês aí no BR, também me sentiria desrespeitada, no entanto, podemos mostrar de maneira respeitosa que amamos nosso povo e que a real preocupação vai além de vagas ou ¨bolsas¨de estudos abaixo do mercado.
    A verdade é que hoje, muitos ¨quase médicos¨, inclusive amigos íntimos meus, fazem com que a população os veja como mercenários e rebeldes sem causa.
    Enfim, a você desejo MUITO sucesso. O caminho é exatamente esse e espero que muitas vidas possam vir ao mundo por suas mãos e que tantas outras, possa permanecer nele (rsrs).
    Abraço.

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    1. Bruna, obrigada por cada uma das suas palavras. Que você faça um excelente trabalho onde estiver. Se decidir voltar que seja muito bem vinda, as pessoas que precisam sobretudo que alguém as olhe com o coração aberto agradecem. Tenho certeza que sua vivência como enfermeira possibilitou se sensibilizar, pois é uma profissão tão fundamental e tão pouco valorizada. Continuemos juntas nesse caminho! Obrigada!

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  30. Lindo seu texto, e verdadeiro até a última gota. Tenho 29 anos e nesses últimos dois meses me sinto com 60, de tantas experiências difíceis tive com pacientes oncológicos da cabeça e pescoço.
    Parabéns, e ah se pudéssemos enfiar isso na cabeça das pessoas...

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    1. Não precisa enfiar isso na nossa cabeça, vocês estão falando de nós,vivemos isso, somos os pacientes,somos nós as vítimas do sistema de saúde, é por isso que queremos mudá-lo.

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  31. Nossa tô sem palavras, vc disse tudo! Estou ainda "engatiando"(estou no 3° período de curso), só espero que Deus me dê discernimento para lidar com essas situações deploráveis. Parabéns, continue assim Manu! Vc sozinha, realmente não vai resolver todas essas questões, mas com certeza suas atitudes farão a diferença!

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  32. TEMOS QUE LUTAR JUNTOS, MEDICOS E PACIENTES, SÓ ASSIM MELHORAREMOS O SISTEMA DE SAÚDE. NÃO ESTAMOS NAS RUAS PRA NOS DIVERTIR, MAS PRA MUDAR O BRASIL.ESTAMOS LUTANDO PELOS MÉDICOS, PROFESSORES, PELA JUSTIÇA, PELO COMBATE A CORRUPÇÃO, POR TODOS NÓS. MAS CORPORATIVISMO PROFISSIONAIS OU POLÍTICOS NÃO VÃO AJUDAR.

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    1. Fátima, eu respeito sua reação, porque imagino que você deve ter passado por muitas situações difíceis que fizeram você pensar assim. Obrigada por participar mesmo! A gente também aprende com o que não deve fazer e suas críticas serão usadas para o meu crescimento, pode ter certeza! Concordo com você, temos que lutar todos juntos! Espero que a diferença de opinião entre as pessoas não as distancie e sim as una em uma troca rica de opiniões buscando formas comuns de beneficiar os que precisam. Obrigada!

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    2. A vinda dos médicos criou uma discussão a nível nacional que jamais houve em tamanha proporção. O interessante é exatamente as discordâncias de ideias, os debates são extremamente importantes para esclarecimentos de incompreensões, para chegarmos a um denominador comum que seja positivo para a mudança na atual saúde brasileira.A inércia que existia no sistema da saúde até então foi quebrada,isso por si já constitui um passo para a mudança.

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  33. Nao sou medica, mas trabalhei um bom tempo num hospital publico, no setor do pronto socorro e sei muito bem de tudo que se faz para dibrar uma situacao dificil (falta de medicos, medicamentos,.... e por ai vai....) voce uma moca nova, bonita e muito conciente da sua escolha profissional!!! Que vc continue assim honrando seu nome, sua profissao, sua escolha de vida!! Voce com certeza sera sempre iluminada, abencoada e realizada... porque voce eh muito digna, corajoza, valente e inteligente!!!! Todas as energias positivas para voce e muito sucesso! Meu abraco a voce cheio de carinho e luz!!!

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  34. http://noticias.r7.com/saude/noticias/dois-em-cada-tres-formandos-de-medicina-nao-sabem-tratar-dor-de-garganta-20111110.html

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  35. Como pode um PHD em Medicina,estrangeiro com Revalida, trabalhar num hospital público brasileiro onde não existe material hospitalar, macas, medicamentos,oxigênio, anestésicos, leitos, UTI, ou seja, o mínimo para que seja considerado um hospital?

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  36. Parabéns, Manu, pelo seu belíssimo e tocante depoimento. Sou médica, formada em 1978, certamente antes de você nascer... Vivi muitas das experiências que você relatou, vi muito sofrimento, também me senti "culpada" por ter facilidades que me foram proporcionadas por meus pais para que eu pudesse me dedicar aos estudos médicos, intensos e caros (mesmo estudando na UERJ, pública, o curso não foi barato,pois os livros e demais equipamentos e materiais exigidos ao longo dos 6 anos de estudo são todos caríssimos.
    Peço a Deus que inspire profundamente os médicos jovens, para que tenham, como você, a sensibilidade de ouvir o paciente, de aprender com ele e de perceber suas necessidades e suas dores. Que você nunca perca esse dom, ao contrário, que possa ampliá-lo sempre.

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  37. De onde tirou a parte em que os cubanos vivem numa Ditadura?

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  38. Gostaria de agradecer a todos pela participação, finalizando a minha aqui. Quando se dispõe a falar publicamente deve-se ter ciência de que receberá críticas e elogios, agradeço ambos, o importante é a reflexão, a troca de ideias respeitosa, pois só essa é enriquecidora. Procuro ter a humildade de nem supervalorizar os elogios (pois alguém pensar igual a você não significa que ambos estão certos), nem desvalorizar as críticas (pois alguém pensar diferente de você não significa não ter muito a acrescentar). Agradeço portanto a todos que participaram, a gente aprende com quem discorda, desde que a discussão seja sem arrogância e ofensas. Obrigada pela chance de ser ouvida e ouvir.

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    1. Muito obrigada também
      por abrir esse debate.
      Todos nós ganhamos com isso.

      Boa sorte !

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    2. Belo texto. É sempre bom perceber que ainda existem profissionais como você, que além de simples e puramente exercer a medicina, se compadece com a situação do próximo, mostram que tem humanidade e que estão ali para ajudar. Profissionais como você, que escolheu ajudar quem precisa, ajudar realmente, dedicando um pouquinho de tempo para ouvir a dor do outro, que não sobe no patamar do orgulho e ignora outros humanos como se nada fossem. Eu acredito que a cura começa na atenção e no carinho dados pelo médico ou qualquer outro profissional da saúde, seja qual for a enfermidade. Você está no caminho certo! Parabéns e que Deus a faça uma "quase médica" cada vez melhor. Se servir de elogio, hoje você me inspira!

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  39. Meu comentário a "quase médica": Concordo plenamente. Te parabenizo porque acredito que vc não é uma daquelas médicas que estão xingando os Cubanos e os que estão vindo ao Brasil para atuarem em lugares que os médicos brasileiros não querem trabalhar. Eu sou funcionário público atualmente, fui professor e sou "quase médico acupunturista", mas sei que, apesar das mazelas e precariedades oferecidas pelo governo, nós brasileiros esperamos que o médico brasileiro vá atuar nos lugares precários, pois além do valor oferecido em dinheiro, que não é pouco se vc for comparar com outros profissionais que também tem essencial importância como os professores e policiais, nenhum deles chegam perto de ganhar tal salário. Por isso nós, povo brasileiro, esperamos que, mesmo sem estrutura, nossos médicos valorizem ao menos o salário que está sendo oferecido, pois sem os médicos nesses locais o povo estará infinitamente mais prejudicado e sofrido. Por isso a revolta e a crítica da população em chamar os médicos de playboys, pois um policial ou um professor iria pra tais lugares sem pensar duas vezes, pois sabem o quanto sofrem com a falta de valorização salarial que continua há anos, tendo que viver nesse país caótico fazendo muito a troco de quase nada, sem vida digna e sem o padrão de vida que mereciam, padrões esses que deveriam ser iguais as do médico devido a sua importância.

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  40. Prezada Irmã Espiritual,

    Li o seu texto-desabafo e vi em você uma coragem franciscana, porque digo isso a você porque eu me sinto assim também, mas prefiro acreditar que cada um tem uma missão divina a cumprir na terra. Aqui nesse plano é o lugar da evolução espiritual de cada um. Eassim, se fizeres a sua parte sem criticar e reclamar Deus te recompensará pelo esforço e dedicação aos mais necessitados. Eu mesmo trabalhei no interior do Ceará por vários anos em lugares de tão seco que nada nascia do chão, onde as mulheres carregavam latas de água na cabeça por um quilômetro ou mais. Eu vi tanta coisa, mas lutei como um franciscano sem me abater ou criticar o mundo material. Eu me entreguei tanto no trabalho na universidade e na extensão universitária que acabei esquecendo de mim mesmo e adoeci (tive dois canceres e uma metástase) e quase morri, mas a minha fé permaneceu. Hoje, olho para o passado e vejo que Deus mais uma vez estava ao meu lado me dando forças para não desistir. Sinto-me vencedor e agora escrevo na Facebook (Bernardo Melgaço da Silva/ página Educação Para o Terceiro Milênio) para que todos saibam que viemos a esse mundo para aprendermos a AMAR incondicionalmente. Leia a minha história (série: TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR; MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS NÚMERO 1, 2, 3 ....."n")e reflita profundamente qual é a sua verdadeira missão na Terra. O mundo é uma grande escola e o problema humano é o mesmo problema do divino quando respondemos um encontramos o outro em si mesmo. Lute sem reclamar, faça a sua parte que Deus lhe dará a vitória divina. Um abraço...Namastê....bernardomelgaco@gmail.com

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  41. Ao ler esse desabafo, deveríamos compartilhar dessa ideia. Talvez assim as pessoas entendessem o motivo da angústia dos médicos e “quase médicos”.

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  42. Parabéns por ser uma Médica dedicada a sua profissão e entender q os pacientes estão ali a procura do alivio da dor, muito com falta de conhecimento da infraestrutura dos hospitais,conforme vc descreu essa realidade da vida q essa humanidade sofre.(assitir profissão reporte sobre isso fiquei mais indignada)sei q tem muitos médicos q estão n área por está. O SBT mostrou ontem os médicos q vão aos Hospitais só para bater ponto,SP muitos com 4,5 e 8 empregos foram filmados até Sec da Saúde envolvidos. Isso é ABUSO gente.
    Sou da área d saúde e trab em Hosp Privado e Público e convivia com essa mesma situação q isso não é d hoje.
    Muitas vezes eu dizia p eles olhe em quem votar vocês só tem valor um dia na hora do VOTO.(risos)
    Como vc salientou vem médicos d fora mais não encontram recursos, leitos mediçaçõe,aparelhos p diagnosticar,as equipes desfalcadas os pacientes continuam na misérias. Pq a verba vem ela é desviada queria eu poder enfiar no juízo d governantes, Saúde dever d Estado e Direita d Nação.
    Peço a Deus q continue te iluminando e protegendo dando saúde e paz,para q vc possa cuidar dessa humanidade tão carente que ainda tem um sonho e fé em viver mais um pouco.E para aqueles q leram copie teu Ex, afinal Amar o próximo como a te mesmo é isso q vc faz.
    Que vc seja imensamente feliz em tua carreira juntos aos seus familiares. Vc vai longe!!!!!!
    SSA-Ba.

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  43. Manu Macedo,

    O seu texto é bom, mas diz pouco sobre a realidade. Aliás, trata de uma parte dela. Generalizar, de fato, é burrice, é ignorância! Porém, não são poucos os jovens brasileiros que entram nos cursos de medicina assim como você, sem saber da realidade e sem a vivência para enfrentar as situações que o curso os colocam. Ninguém deveria ter que passar pelas situações citadas, mas muito passam... e não são somente médicos, todos os outros cursos de saúde também passam, quando não por situações piores. De toda essa história que engloba politicagem, idealismo e interesses (entre eles econômicos e de poder) fico com a seguinte opinião: Os médicos do Brasil são formados por uma classe que teve oportunidades e que não passa pela maioria das dificuldades que os brasileiros, em geral, passam. Muitos vivem também de "festas e festas" e aprendem a gostar de dinheiro facilmente. Outros muitos entram para o mercado de trabalho seguindo os exemplos de seus familiares que já estão inseridos há décadas... por isso e outros motivos repetem as mesmas práticas de décadas e décadas. Os médicos acham empregos nos grandes centros e ganham igual ou mais do que nos interiores. Somam empregos e não cumprem cargas horárias onde não há "necessidade", já que não há fiscalização ou desgostosos por esta situação... Nunca na história médicos se uniram para falar sobre a falta de condições de trabalho nos interiores... os que estão lá convivem com isso e são os mais ricos e poderosos da cidade. Os que vivem aqui não conhecem a realidade de lá, mas sabem que atendem demandas que chegam de vários micro-ônibus de diversos interiores vindo regulados para atendimentos que não existem na cidade de origem. O que incomoda o médico que precisa explicar, hoje, o motivo de não ir trabalhar no interior não são as condições de trabalho. São as condições de vida. Lá não tem shopping onde eles possam gastar, não há escolas de qualidade para seus filhos, não há toda uma estrutura que lhe proporcione uma vida que sonhou quando entrou no curso sabendo que teria boa vida. Então, apenas decidam falar abertamente que não é interessante migrar no lugar de dizer que o governo não suporte para atendimento. Essa é uma verdade, que não mudará em curto prazo... o Brasil é continental e corrupto, logo, não veremos em pouco tempo a estrutura chegar no interior. Mas agora podemos ver os médicos chegarem, pois, para estes médicos (cubanos) a vida aqui ainda está melhor do que lá. E se não tiver, o que importa é que eles estão indo para lá. Porque, onde não tem estrutura pode ter médico, faz diferença para estes pacientes que você citou. Quanto ao revalida, este é um exame que foi instituído pelo conselho federal de medicina para evitar a entrada e manter, a todo custo, as atuais condições dos médicos brasileiros. Querendo ou não este ingresso fará, em alguns anos, diferença para vocês... se em nada atingisse, estas organizações estariam tranquilas e inertes diante desta política. Concordaria em aplicar esta prova aos cubanos após aplicação nos brasileiros. Eles estão aqui por um programa, logo estão legalmente. Aliás, foram convidados. A própria população dirá, com o tempo, se eles estão em condições de atender. Eu espero que atenda melhor do que os brasileiros. Mas eu divido muito que esta seja uma preocupação dos conselhos médicos. Obrigado pelo espaço.

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  44. Excelente o texto desta “quase médica”. Entretanto, algumas coisas que me chamaram atenção e gostaria de comentar: 1 – Note que a mesma, honestamente, não é contra a vinda de médicos estrangeiros, contanto que sejam submetidos ao revalida. Concordo com ela, assim como eu acho que os médicos brasileiros ao se formarem, também deveriam se prestar ao mesmo exame ou outro semelhante. Como ela mesma disse “Não é médico alguém que diz saber medicina, mas que não pode provar que sabe”. 2 – Não é de se estranhar que uma pessoa que nem é médica, trabalhando em condições tão ruins, conseguiu fazer tanta diferença na vida de pobres pacientes durante seus estágios? Não, não é! Às vezes, dependendo da enfermidade, é claro, um aperto de mão de um médico com um olhar atento, uma garantia de que aquele doente não está abandonado, uma palavra de esperança de que aquilo não é grave e vai melhorar, a prescrição de um simples remédio sintomático para alívio de uma dor ou outra queixa impossível de ser diagnosticada sem equipamentos ou exames ultramodernos, uma orientação a respeito de mudança de hábitos alimentares, posturais, e até mesmo uma receita caseira pode fazer a diferença na vida e no bem estar de um doente. 3 – Infelizmente as redes sociais tem um poder gigante de propagar conceitos que se generalizam e os médicos estão sendo vítimas de muitos adjetivos, tais como mercenários, desumanos e etc., embora saibamos que em alguns casos, esses adjetivos refletem a realidade. 4 – Essa “quase médica” ainda não sabe o privilégio que tem, pois, quando se formar vai poder escolher se quer ou não continuar trabalhando nessas condições que o SUS oferece ou simplesmente optar por trabalhar apenas para a iniciativa privada. Em outras profissões que são exercidas em condições análogas não há essa escolha, é isso ou os filhos morrem de fome. 5 - Desejo profundamente que esse sentimento de humildade e humanidade presente nessa “quase médica” continue com ela até o final da vida dela e que daqui a uns 15, 20 anos, quando ela for uma profissional bastante renomada, não esqueça esse passado e passe a trabalhar exclusivamente escolhendo os pacientes, se desligando dos planos de saúde e cobrando consultas que só os “poderosos” podem bancar.

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  45. Parte 1:

    Oi! Belo texto. Sabemos das dificuldades da profissao. E tenho aprendido muito sobre o tema lendo relatos como este.

    Mas, infelizmente, a turma do jaleco vai ter de melhorar seu marketing. Já disse que um grande problema da saude no brasil eh toda sua estrutura, de alto a baixo. Nao é só recurso e salário. Vou mais longe, o maior problema é nossa cultura de 'remediar' (tudo, não apenas saúde). Deixar de fazer exercício hoje paea procurar um cardiologista daqui a 20 anos.

    Mas vou dar um ponto de vista aqui da platéia onde os médicos podem melhorar a imagem. Vejam que todas as críticas que farei são as que todos estão reclamando.

    Ao final, deixo sugestões.

    Obs: Não te conheco. O que escreverei nao é para ti, mas para a categoria. E o objetivo é de imagem e como o discurso adotado pode por tudo a perder.

    - O descolamento da opinião pública está tão grande que os médicos entre si usam textos e argumentos que lhes parecem óbvios mas, para quem está do lado de cá, acha absurdo. Isto não significa que a massa é desinformada e a minoria é esclarecida. Significa que a categoria está muito descolada da opinião pública a respeito de inúmeras coisas.

    - Não reclamem de salário. Num país em que 95% das pessoas ganham menos que 10.000 reais por mês, é muito ofensivo alguém dizer que 10000 reais é pouco. Isso considerando que o pior aluno de todos os cursos de medicina sempre terá opção de ganhar algo assim em alguma periferia. Nenhum curso chega perto disso. Sei que para ganharem isso ralam muito. Mas no discurso, soa muuuuuuito mal. Afinal, todo mundo rala também.

    - Não rebaixem outras profissões. Todas elas são importantes.Sabemos que vocês lidam com vida ou morte, mas não é nada, nada mesmo bom, quando rebaixam outras profissões, especialmente as de saúde. Fisioterapeutas, nutricionistas, dentistas, enfermeiros sao muito mais capacitados que médicos em suas especialidades. Coisas como ato medico e o discurso que já li e ouvi de vários medicos em torno destas profissoes é lamentável. Tratam como se fossem mecânicos e cobradores de um ônibus que vocês dirigem. Li esta alegoria ontem de um médico.

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  46. Parte 2:

    - Sim, faltam recursos. Mas qual profissão nao falta? Policiais, professores, engenheiros e muitos mais trabalham em más condicões também. Sei que na saúde isto é muito mais grave e perigoso. Mas, para a média das pessoas, soa como se fosse 'dengo' (que sei que não é). Estes médicos estrangeiros, especialmente os cubanos, vieram de lugares como Haiti, um dos cinco países mais pobres do mundo, onde morreram 200.000 pessoas num terremoto e nada ficou. Já nada ti ham e nada ficou. Depois de 6 meses, as doações do mundo acabaram. Vir ao brasil é férias para eles.

    - Faltar plantão, não cumprir as horas, erro em diagnósticos e no receituário, desmarcar procedimento, não dar atenção a paciente, ser grosseiro, nao são exceções. Não há uma única pessoa que nunca passou por isso mais de 3 ou 4 vezes. Sei que a maioria é honesta. Mas muitos dos médicos não se dão ao rspeito que acham que merecem. Isso gera um ar de descaso horrível.

    - Vocês não são infalíveis. Ninguém é. Mas estão atribuindo aos estrangeiros uma incompetência que muitos, muitos e muitos médicos aqui têm. Isso soa como o 'sujo falando do mal lavado'. Raramente a gente consegue o diagnóstico certo sem visitar 3 ou 4 'especialistas'. isso parece o que para o paciente? Sei que é complicado acertar, o corpo é um bicho cheio de manha. mas soa mal atribuirem a si uma expertise que nem todos os médicos têm.

    - Olhar no rosto e conversar. Parei de consultar médico tem uns 5 anos. Primeiro por ser irresponsável. Segundo porque ELES pediam exames, olhavam os números e diziam que estava bom. Isto eu sei fazer. Qualquer exame tem lá os valores de referÊncia. Medicina não tem a ver com tomogrtafia, ultrasom e exames sofisitcados. Tem mais a ver com olho no olho. Coisa que o Dráuzio varela relara lindamente em Estação carandiru.

    - Sobram médicos? Trabalho com planejamento de transportes. Não consigo entender como um profissão em que nunca falta emprego e que todos os profissionais trabalham 60,70 horas por semana podem dizer que 'sobra'. Não, não sobra. Falta sim. E temo ser atendido por alguém que está tão fatigado.

    - Há algo doente na medicina. Achei este artigo: http://www.portalmedico.org.br/include/asaudedosmedicosdobrasil.pdf que ainda lerei mais. Não tenho estatísticas, mas do que vejo, 8 entre 10 médicos são workaholics ou alcólatras ou fumantes ou viciados em remédio ou obesos ou workaholics ou depressivos ou tudo isso junto. E eu morreria de medo de voar de avião se eu soubesse que o piloto acha normal trabalhar 24, 36 horas seguidas.

    - quieria entender mais do ato médico. A grande parte dele está ok, mas tem uns artigos que soam extremamente corporativistas. Parece que querem lotear o corpo. E se estão perdendo espaço para outras profissões, é porque não estão atendendo bem. Afinal, quem não dá assistência, abre espaço para concorrência. E o corpo, infindo em complexidade como Deus o fez, tem espaço para todos.

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  47. Parte 3

    Agora, sugestões:

    - Depoimentos como este seu ajudam muuuuuuuito a nós, platéia, entender o que acontece do lado daí. Divulguem mais para a gente entender tudo que ocorre. Ajuda mesmo.

    - Conheçam outras áreas da saúde. Sinto que a formacao médica em diversos assuntos é bem fraca. Psicologia, por exemplo. Uma amiga minha era residente em psiquiatria e não sabia nada de Yung, Froid, teoria comportamental, etc. Fiquei chocado. Parece que o treinamento é na base de remédio e pronto. Minha namorada eh fisiterapeuta e ela endireitou em uma hora minha irmã, que tinha sido receitada a tomar remédio para dor e esperar uma semana para dar um jeito no pescoço dela.

    - De tudo que li, amei a proposta de uma carreira médica, como a de juíz. Dá segurança e, mais importante, evita os safados de prefeitos que dão cano em vocês, coisa que vários amigos meus me relatam a anos.

    - Proponham um revalida para vocês, como a OAB faz com advogados. Para os recém formados.

    - Não fiquem indignados quando se quer ponto eletrônico em hospital. Afinal, apenas os maus profissionais serão pegos. Aqui no DF a Ordem dos Médicos quase pirou quando o GDF quis colocar isso. Aliás, só médico não bate ponto. Os demais têm de bater.

    ------

    Perdoe ser tão duro. Mas espero realmente colaborar. Quem não quer ajudar só xinga. Afinal, bom médico me interessa muito. E mais ainda um sistema de saúde bom.

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  48. Não estou a par das especificidades da situação, seja como for gostei muito do texto, transmite honestidade.
    Contudo, para enriquecer creio que algumas questões (que não vi ninguém comentar... Em nenhum jornal, revista, em canto nhenhum...):
    1ª: Que tipo de serviço os profissionais estrangeiros farão? ora, entre receitar um fitoterápico e um tarja preta, entre uma massagem e uma cirurgia há diferenças. E mesmo no maior hospital do país não creio que o médico recém chegado (por mais competente que seja) vá exercer as atividades mais complexas (a não ser que tenha um respaldo anterior), em qualquer setor as pessoas costumam iniciar com atividades mais simples, menos perigosas, portanto. Claro, que este argumento por si só não pode legitimar a situação no sentido de defender: "pode ser ruim se for para tal atividade" ou pior "se for para tal paciente", mas, é uma questãoque me deixa curioso. Alguém sabe concerteza qual o tipo de serviço que será prestado?
    2ª: Por quanto tempo ficarão?
    3ª: Quantitativamente, há médicos suficientes no Brasil (sem pensar nas dificuldades de salário, em quantidade mesmo)
    4ª: A importação de médicos parece ser uma prática comum, fenômeno mundial, como se dá o procedimento em outros países?
    5ª: Qual a opinião, atuação dos médicos brasileiros, que se formaram em outros países? Notadamente em Cuba? E que não são poucos.
    6ª: Quais os argumentos do governo para não fazer o revalida?
    7ª: O que os médicos cubanos pensam, argumentam?
    8ª: e entre tantas outras uma que obviamente não se responde facilmente, por que se chegou a tal situação? Da parte do governo nem é necessário responder (séculos de incompetência e corrupção), da parte da população séculos de estilos de vida que levam à doença, e da parte dos médicos? Para responder esta terceira pergunta faço uma quarta, você conhece dois médicos que sendo funcionários públicos cumprem integralmente a carga horária de seus contratos (notadamente no interior)? Ou que algum que não acumule ilegalmente contratos?
    Por fim, ficaria grato se a ótima autora do post ou algum outro colega respondesse, e, embora eu não seja a pessoa indicada para este debate (já que não sou profissional da saúde, nem mesmo cliente - creio que nos últimos 5 anos só fui ao médico na ocasião de tomar posse em um cargo) espero ter contribuído de alguma forma.
    Belo dia a todos e grato pela atenção!

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  49. Excelente colocações!!!!E as colocações do anônimo acho que são da maioria das pessoas.......

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  50. A questão vai muito além de uma "revalidação". Por um lado acho justo encontrar um meio para suprir a falta de médicos nos interiores, por outro lado é extremamente preocupante - no meu ponto de vista - não por esses médicos estrangeiros não revalidarem seu diploma, mas pela saída que o governo está encontrando de se desviar da responsabilidade de investir na saúde como um todo, pois os médicos estrangeiros provavelmente não vão lutar ou reivindicar por uma saúde melhor no país, principalmente os cubanos, por vários motivos, que seria até redundante repeti-lós aqui.

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    1. O fato é que esta discussão só está existindo por causa daessa importação de médicos. Isso é ótimo. Pela primeira vez estamos realmente debatendo o assunto, médicos , pacientes enfim, interessados.

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  51. Primeiramente gostaria de dizer que fiquei muito emocionada! Você conseguiu descrever tudo que estava dentro de mim de uma forma incrível. Os meus mais sinceros Parabéns! É por médicos assim que sinto vontade de fazer e acredito na medicina.

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  52. Muito bom texto, Manu!
    Vou compartilhar na minha rede social!

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  53. Manu Macedo, aqui vai um comentário de um talvez paciente seu, porque eu fui atendido em hospital com todas essas dificuldades narradas por você, e concordo que temos de lutar juntos, por melhores condições de trabalho para todos as pessoas que trabalham para o povo pobre através dos governos. Porque na sua maioria não tem nenhuma condição de trabalho. Falo isso em todas as áreas, ou seja: Educação, Saúde e Segurança. A impressão é que existe um profissional formado, para atender a Saúde, Educação e Segurança para o setor Privado e outro profissional para atender a Educação, saúde e Segurança do povo pobre.

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  54. Gostaria que os profissionais médicos tivessem a consciência e os sentimentos dessa quase médica. Gostaria de parabeniza-la, mas gostaria também de dizer a ela que Cuba estabeleceu a sua forma de governo com base em sua cultura (crenças, dogmas, ideologias e etc), e que as outras sociedade devem respeitar e procurar entendê-las. Pois, nós brasileiros, vivemos sob uma ditadura, só que é uma ditadura "permitida goela abaixo". Um ditadura que incentiva (impõe ) nos Homens o individualismo e o egoísmo - capitalismo. Mas é claro que teríamos sim algumas crítica ao sistema de governo cubano, porém, aqui e agora, não vale debater. Desejo que essa quase médica não seja contaminada pelos maus médico (e outros profissionais e pessoas). A SAÚDE não se faz SOMENTE com grandes estruturas de concreto e equipamentos tecnológico de ponta, e antes das crítica, tenho consciência de que é NECESSÁRIO. Finalizando, que ela não perca a sensibilidade social e que possa sempre praticar o coletivismo e a humanização, que semeie bons exemplos.

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  55. Parabéns Manu,

    Sou "quase médico" como você, senti representadas todas as minhas experiências vividas e opiniões formadas durante esse percurso que estou concluindo. O que vem ratificar o fato de que as mazelas da saúde pública não são exclusivas de cidade A ou B, mas sim de todo um país doente, contaminado pelo vírus da corrupção de um governo desumano e autoritário que se baseia no populismo para se perpetuar.

    Seu texto foi de uma clareza e felicidade grande.

    Peço permissão para reproduzi-lo, obviamente colocando os créditos do texto.

    Abraço, boa sorte na sua jornada

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  56. "Não é médico alguém que diz saber Medicina, mas que não pode provar que sabe"

    E você, por acaso, precisa ou vai precisar provar que sabe? Existe alguma prova obrigatória para que você ateste a sua competência? Estou por fora.
    O médico brasileiro tem a qualidade tão duvidosa quanto o Cubano. Na verdade, dados os resultados da medicina da ilha (caso interesse, leia este artigo da Universidade de Oxford acerca do sistema de saúde de Cuba: http://ije.oxfordjournals.org/content/35/4/817.full, eu diria que o médico brasileiro é que precisa prestar o Revalida.

    Sugiro estudar um pouco mais de humanidades, visitar Cuba, conversar com cubanos e parar de ler lixo midiático antes de se pronunciar negativamente a respeito de um país.

    Daniel

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    1. Daniel, sugiro que você releia o texto. Acho que você tem problemas com interpretação! Veja que a autora nem disse que era contra Revalida para brasileiros, nem disse que não existem médicos brasileiros ruins de formação duvidosa e nem criticou Cuba e sim a forma como o Governo Cubano está trazendo os médicos. E eu que te sugiro uma coisa: estude vovê humanidades, talvez assim descubra que é possível criticar alguém sem faltar com o respeito.

      Carla

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    2. Não sou médico, sou professor de História. Entendo que o Revalida não é algo exclusivo do Brasil, ele existe, sob outras denominações e formas, em outros países. As pessoas formadas no Brasil até então não precisam fazer essa prova porque as faculdades daqui passam por uma aprovação e são fiscalizadas pelo MEC, de forma que o MEC pode saber que os diplomas daqui são de instituições que cumpriram o mínimo para aprovação do curso. Já, como não há como o MEC garantir como se deu a formação de médicos que foram formados em outros países, faz uma prova como forma de garantir que esses profissionais tiveram uma formação adequada. Meu caro Daniel, tente atuar como profissional nos EUA e Europa, verás que o nosso Revalida é fichinha.


      Mais uma dica, meu caro Daniel. Dose o tom de suas colocações. Mesmo que tudo que você escreva esteja certo, se perderá frente sua ofensa. Essa é a lei da vida. E por último digo que você está batendo na cara da pessoa errada, essa jovem médica que se disponibilizou a dividir suas experiências, agiu de forma humana, solidaria e digna com os pacientes. Não são todos que fazem isso. Valorize-a. Vire suas armas pra quem merece. Ou melhor, desarme-se.

      Cláudio Onofre

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  57. Que texto legal sugiro, quando terminar inscrever-se no programa mais médicos e ir onde seus colegas nao querem e por isto vem outros. Ocupem a vaga. Saiam do conforto da cidade e vão aos rincões. precisam de médicos lá, médicos bons e ruins. lá não tem nenhum.

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  58. Qual o problema dessas pessoas que comentam aqui?
    1- Em resposta a outros comentários a autora já disse que é a favor do Revalida para brasileiros.
    2- Também já disse que não é a contra a vinda dos médicos, apenas a favor de que todos sejam revalidados.
    3- A autora em nenhum momento criticou Cuba, ela criticou a forma como o Governo Cubano e Brasileiro estão trazendo esses profissionais, desrespeitando SIM os direitos humanos deles.
    4- A autora em nenhum momento disse que os médicos brasileiros são melhores, pelo contrário, deixou claro que não se deve medir a qualidade do profissional pela nacionalidade.
    5- O Revalida é uma coisa óbvia, se essa jovem médica quiser exercer sua profissão em outro país terá que ser avaliada lá e podem acreditar a avaliação de fora é muito mais rigorosa que a brasileira.


    Tenho vergonha de vocês que fingem que não entenderam o que a pessoa escreveu só para criticar! Se querem discordar, discordem. Mas sejam educados e respeitosos como a autora foi ao responder cada comentário.

    Você pode discordar, mas reconheça a sensibilidade dessa jovem médica. Se você desvalorizar os nossos bons, fiaremos só com os ruins!? Que triste.

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  59. Exatamente anônimo acima! Essas pessoas grosseiras só criticam de forma ofensiva porque nao tem humildade para elogiar alguem que pensa diferente deles!!! Essa jovem médica já disse que é a favor do programa, só é contra a forma como ele foi feito, além de não se preocuparem com melhoras as condições de saúde das pessoas. Que povo bruto, diante de uma sensibilidade dessas deturpam o que leram só para criticar! Seja contra, mas respeite a autora, tão sensível e humana.

    Carla Valentino

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  60. Lendo seu texto a primeira coisa que veio a minha cabeça foi a oração de São Francisco!
    Que sua sabedoria seja exemplo e que todos possamos aprender que devemos nos nivelar sempre pelo melhor e nunca o contrário!
    Parabéns e que Deus te abençoe por tudo de bom que tem oferecido ao seu próximo!
    Um grande abraço!

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  61. Parabéns pela sua declaração cheia de emoção e sinceridade. Seu depoimento é uma prova cabal de que o sofrimento é uma boa via de aperfeiçoamento do ser humano. Cristo ensinou que a única maneira de alcançar a gloria de Seu reino é através do acolhimento dos mais fracos; assim o carinho que você empregou nos seus atendimentos foi e é a ponte que a fará mais se assemelhar a Deus. O homem/mulher só fazem por merecer a graça da existência quando serve o outro, fora isso nada justifica o privilégio de estar aqui.
    Na via política o absurdo é tamanho e tão humilhante que nos envergonha de ser brasileiro. Como pode um povo tão manso como o nosso? É incompreensível que essas coisas aconteçam num país que ostenta o 7o maior pib do mundo, cobra uma das maiores cargas tributárias do mundo, ostenta um corporativismo hercúleo como o do nosso Congresso, do Judiciário, do funcionalismo público com salários principescos e direitos imperiais contrastar com essa escravidão abominável perfeitamente dispensável; basta conscientização e vontade política, aliás a obrigação de todos que pagamos para nos representar.É bom que jovens como você sintam essa dor, porque esse é o primeiro passo para que daqui a 100 anos nosso filhos e netos possam desfrutar de um Brasil mais justo. Abraço, parabéns e felicidades.

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  62. Já li diversos comentários políticos de conservadores contrários a vinda dos médicos - e, não alheia a realidade do país e sem poder ignorar o absurdo que acontece, concordado com todos eles -, mas ainda me faltava ler uma opinião sincera como a sua. Obrigada por escrever! Obrigada por postar! Obrigada por estar insistindo! CONTINUE! Pessoas boas sempre nos impulsionarão a seguir o mesmo caminho do bem. Nunca é fácil, mas sempre melhor. Venceremos! (Ainda que percamos agora, venceremos!)
    Você é querida, Manu. Deus a honre!

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  63. Essa mulher merece todo o meu respeito, texto perfeito, toda indignação da população brasileira que não é atendida pelo "Sírio Libanês" está contida no desabafo dessa "completa média", que Deus esteja com você, pessoas assim "mudam o mundo".

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  64. Manu Macedo, Você é uma pessoa ímpar, pois se a grande maioria que se auto intitula como "Deus" na medicina tivesse a sensibilidade, simplicidade e sobre tudo a humanidade, a classe menos favorecida que é a do SUS com certeza adoraria ter sempre nos plantões dos Frotinhas da vida, uma "Quase Médica" como você! Sou da área de saúde e sei como são as coisas, infelizmente alguns profissionais atendem o paciente pensando apenas no benefício próprio e não da missão a cumprir. Orientar um paciente de seus direitos seria bem prático, mas porque o fazer se eu posso cobrar particular e transferi-lo para um hospital que faça um pacote,é assim que eu vejo o acontece no dia a dia, onde quem poderia ajudar muito é quem mais se aproveita da desgraça alheia, acho que ainda estou até hoje na saúde porque Deus assim o permite, para que em determinados momentos eu possa intervir e ajudar com pequenas coisas como uma simples orientação. Faturar alto em cirurgias particulares pra que? Se posso cobrar pelo convênio e ganhar dignamente o meu dinheiro. Já vi até professores se aproveitarem de tal situação. Indignação é algo bem comum nessa área e infelizmente não vejo mudanças a longo prazo. Pessoas como você nos dá uma esperança, pois é preciso muito caráter para que uma pessoa não seja contaminada nessa área. Parabéns! Quem sabe qualquer hora a gente não se esbarra nos corredores da vida.

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  65. Manu Macedo,

    Só vim agradecer. Agradecer porque eu passei a semana triste por assumir os brados de raiva contra os médicos como uma ofensa pessoal e, de repente, vejo seu texto. Isso porque eu, como você, não aceito que acreditem que o médico é o responsável pelas péssimas condições de saúde quando bem sabemos do que vimos e vivemos nos hospitais. Não aceito minimizarem nossos esforços sob a alegação de que todo médico recebe bem e que nenhum médico presta. Sim, estou triste hoje e provavelmente ficarei por muitos dias. Triste pelas grosserias que li e por todo o resto. Mas agradeço por encontrar quem divida essa realidade comigo que, ainda interna, já viu o bastante para entender de quem é a culpa.

    Att,

    ( www.pacientesensinam.blogspot.com )

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  66. Vc tem uma boa experiência em hospitais, mas, no seu relato, nunca entrou na casa de uma família, com o intuito de fazer a medicina preventiva.

    Você teme pelos pacientes.....legal..

    Quer o revalida para os estrangeiros, mas em nenhum momento solicita um exame nacional para os médicos brasileiros formados no Brasil....será que as faculdades do Brasil conseguem a façanha de formar 100% dos médicos de nível bom e excelente?????

    Tomara que este seja só o inicio de um processo de reforma no Sistema de Saúde Brasileiro. Que o foco seja a saúde preventiva e não a hospitalar, como é atualmente. Isto só atende aos interesses da indústria farmacêutica.

    E tem muitos absurdos...
    "Estão fugindo de uma Ditadura.."
    "Por não ter que aceitar calado um Governo pegar mais de 70% do que eu ganho e ser tratado como uma mercadoria, levada de um canto a outro, em troca de favores e interesses entre políticos, vítimas de um esquema de desvio de dinheiro público."

    Ai entra o analfabetismo político....

    E não se esqueça. O governo deu prioridade aos médicos brasileiros. Apenas uns 10% se interessaram.... Trouxeram quem estava disposto.....quer mais justiça do que isso?

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  67. Parabéns pelo texto! Acho completamente coerente o que foi dito, mas muito ingênuo. Gostaria de acrescentar 3 importantes fatos que muita gente não percebe. A magnitude do problema é bem maior do que simplesmente questionar a qualificação da mão de obra estrangeira ou brasileira ou dizer que médico é ou não é mercenário.
    1) Qual o real motivo do governo não querer o REVALIDA?
    O médico estrangeiro não mais seria obrigado a trabalhar apenas nas áreas a que foi designado. Se o diploma for revalidado, o médico pode trabalhar em qualquer lugar. Ou seja, sem revalida = bola de ferro no pé do medico. Vale lembrar que isso só é possível por ser uma "bolsa de auxílio" e não um emprego de verdade.
    2) Quem apóia esse programa do governo?
    Provavelmente quem realmente faz o Brasil ser o país corrupto que é. Triste, mas é verdade. Conhece algo chamado "jeitinho brasileiro"? Isso nada mais é do que uma forma do "jeitinho brasileiro", que na minha opinião é o mal que assola este país. Já que a lei não permite médico sem diploma ou sem revalidação e muito menos contrato fora da CLT, dou um "jeitinho" e driblo a lei. Como o "jeitinho brasileiro" já está tão arraigado na mente das pessoas, ninguém consegue convencê-las de que isso é ERRADO! Se não está dentro da lei, é ilegal. Ponto.
    3) Alguém realmente acha que a vida dos médicos que estão protestando vai mudar alguma coisa se tem ou não tem médicos no super sertão longínquo de qualquer lugar? Sinceramente, não acho que eles serão concorrência de médicos que têm consultório na Paulista. O protesto é para se fazer cumprir a lei. Nenhum governo pode, a seu critério, fazer o que quer. E se eles não respeitam essa lei, o que garante que respeitarão outras no futuro? Isso é muito grave...
    Em suma, o que tem que ser discutido é: até que ponto o governo pode fazer o que quiser sem isso ferir o direito dos cidadãos? É uma linha muito tênua para um povo tão liniente e tão acostumado ao "jeitinho" brasileiro...

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  68. Sou medica, sou paciente e ja tive entes queridos na posicao de serem pacientes de outros colegas. Eu ja passei por diversas fases no turbilhao da queda de braco governoXmedicos. E tenho alguns pontos a declarar:
    1) Sempre existiu nesse pais o que chamo de pacto de mediocridade. O povo brasileiro sempre cordato aceitou as mazelas e se vendeu facilmente a facilidades. E isso tem o seu preco. O medico faz parte dessa realidade. Aceitou muita coisa calado. Aceitou trabalhar em multiplos empregos ganhando uma miseria.Brutalizou-se. Vendeu-se a prefeitos corruptos. Aos orgaos de classe que so defendem os interesses de seus caciques. Sim, o CRM é o algoz do CRM e não quer acreditar nisso.
    2)Enquanto os calcanhares de Aquiles dos medicos ainda nao tinham sido atingidos eles eram mudos, surdos e cegos. Sempre me indignou certas atitudes e posturas. Entretanto, era algo tido como "normal". E eu era a medica nao corporativista. A "diferente" e "perigosa".
    3)Quando soube da confusao do ato medico e do mais medicos fui acometida de uma revolta enorme que agora se dissipou e comeco a achar que os cubanos e estrangeiros sao. o antitermico para a febre. Nao vai resolver mas vao evitar alguma convulsao. Vamo ser efemeramente uteis. O que me incomoda mesmo no governo foi a forma como tudo isso foi planejado e executado, com requintes de ditadura mesmo. Outro ponto é financiar a maravilhosa ditadura do amigo Fidel.
    4)Atendo particular e publico e curiosamente ja ouvi algumas pessoas dizerem que sou boa porque trato bem meus pacientes do SUS assim como trato os particulares.Ouvir isso me entristece porque a maioria dos medicos nao passa uma imagem boa para as pessoas. So pode ter algo de muito errado.

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  69. 5)Nao admito medico que trata paciente pior que animal. Acho o cumulo do absurdo. Assim como ja me recusei a atender pacientes que me faltaram com o respeito por motivo ignorado, ou seja, que tambem me trataram como animal. Os poucos que fizeram depois voltaram atras e me pediram que voltasse a atende-los. Aceitei desde que nao houvessem mais episodios de tal natureza. Respeito gera respeito. Gosto de tratar bem as pessoas, mas gosto de ser bem tratada.
    6)Por eu demorar bastante meu atendimento no SUS, diminui o volume (nem sempre o medico consegue isso) e a qualidade de atendimento se elevou. Ainda assim tinha paciente que reclamava da demora. Assim como existem meus defensores que dizem que vale a pena esperar, que eu dou muita atencao as queixas. Ficava triste porque muitas pessoas ja tinham se acostumados a ser tao mal tratadas que quando eram bem tratadas, estranhavam...Outras saiam felizes e cantarolando. E recomendavam pra toda a familia e vizinhanca. Quando voltei da Licenca maternidade, por exemplo, alguns pacientes me aguardavam pois recusaram-se a serem atendidos pelas outras medicas de minha area. Nao era para ser assim. MESMO. Todo medico deveria tratar bem seu paciente. E nao é só no SUS que nao somos bem atendidos por medicos. No particular, as vezes ja vivenciei coisas ate piores.
    7)O maior algoz do medico é o proprio medico. Existem muitas pessoas que entraram na medicina para fazer dinheiro. Hoje quem e rico nessa profissao em geral engana os pacientes.
    8)Quando eu era leiga eu tinha uma visao romantica da Medicina. Infelizmente a inocencia foi roubada por muitas situações de medicos mercenarios, arrogantes, que pensam por ultimo no paciente. Tenho pessoas proximas que foram atingidas amargamente. Falsificacao de exame para colocar stent so para citar um exemplo. Todos sabem o que ocorre e ninguem fala nada. E o tal de pacto da mediocridade. Ninguem viu nada. Ninguem sabe de nada. Se voce denuncia um colega, o CRM nao te apoia.
    9)Para exercer medicina no pais deveria ter um exame nacional como tem a OAB, sempre fui a favor disso.E obrigar o medico a ter residencia (ok, vamos aumentar as vagas de residencia, certo?). Muito medico diz ser especialista sem ser e o CRM nao faz nada!!!Outro problema é o numero absurdo de gente desequilibrada fazendo medicina. A loucura e a genialidade tem uma linha tenue de separacao. E ninguem faz nada com essas pessoas...Dao um carimbo e voi-la!
    10)Gente que fornece seu carimbo para estudante atender no interior e o CRM nao faz NADA!!Medico que aluga carimbo. Medico que recebe pelo governo e nunca apareceu no Hospital.
    Em suma: o sistema de saude no Brasil deveria ser exemplar. Eles tem dinheiro para isso. Mas tudo continua errado. Os medicos estao errados. O governo tambem. E o pacto de mediocridade continua. E a populacao continua perdida no meio do tiroteio.
    P.S. Sou a favor do REVALIDA, mas sou tambem a favor da melhor qualificacao do medico brasileiro. Acho que qualidade sempre foi muito bom. Estudei muito. Eu era uma das primeiras da turma. Fiz residencia. Subespecializacao. Fui para fora do pais. Porque nao posso exigir dos meus colegas o que exigi para mim mesma?O mais medicos ja e uma realidade. Pura medida eleitoreira? SIMMMMM!!!O governo só percebeu o caos da saude agora? NAAAAOOOOOO!!!!A medida é irreversível. O CRM perdera em todas as instancias. Escrevam o que eu digo.

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  70. Estou com você. Excelente texto!

    www.medicoliberal.blogspot.com.br

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  71. " Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas a tocar uma alma humana, seja apensas outra alma humana " . Maravilhoso seu texto consegui me visualizar em todas as situações, meus parabéns!

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  72. Parabéns!! Belíssimo texto!

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  73. Moça, nem conheço você, mas seu texto está de bater palmas em meio a tantos falas superficiais e cheias de acusações de prós e contras que estão rolando por aí. Que seu texto se espalhe pelo Brasil todo, e ajude muita gente a amplificar a visão sobre a situação do país. Parabéns, sorte e força nessa bela e tão importante jornada.
    Ana Gabriela.

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  74. Acho isso tudo muito interessante, mas eu moro em uma cidade no sul do estado do Piauí, onde só há um pequeno posto de saúde, não há médicos residente, nem enfermeiros, somente técnicos de enfermagem, trabalho com várias prefeituras na parte do setor tributários, e os próprios médicos não querem fazer contratos menor que R$ 20.000,00 e esse valor tem que ser líquido, ou seja tem que fazer um contrato no valor de 26953,24, para que seja descontado o INSS e o IRRF, e os tais médicos atendendo 2 vezes por semana, uma média de 3 horas, onde atendem umas 150 a 200 pessoas em 3 horas, onde nem olham para cara dos pacientes, os mesmos médicos fazem 5 a 6 contratos com as prefeituras vizinhas. Nas capitais, é quase parecido, os médicos dão plantões em vários hospitais ao mesmo tempo, no mesmo dia, quem já ficou hospitalizado sabe o que eu digo, vc entra em um hospital, quem lhe atende é um médico, 4 horas depois, já é outro médico, de repente vc não sabe nem quem é que está lhe atendendo, o cara já foi pagar seu horário em outro hospital, e por aí vai.
    Isso tudo é balela, no mundo atual, não existem mais profissionais altruísta, a maioria tem seus pacientes como uma ferramenta de trabalho, não lhe jugo, pois os mal está no ser humano!

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  75. O texto mais brilhante e bem escrito que li sobre a atual política de importação de médicos e da problemática da saúde no Brasil. Sintetiza todos os aspectos que envolvem a questão.
    Que maravilha saber que existem jovens como você...
    Que inveja de não ter escrito este texto e que orgulho teria de ter sido o pai desta quase médica.
    Você é iluminada...
    Jorge Toquetti

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  76. Perfeito!!! Me encaixo em tudo o que escreveu! Nossa realidade é essa mesmo!! Vou usar algumas de suas frases em um post meu, dizendo estar adaptado do seu texto!

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  77. Manu, o problema não é a medicina, ou esta ou aquela classe ou partido?! é o CFM. os seus representantes estão se pondo acima dos Médicos há muito tempo! além disso, há inúmeros colegas médicos que cometem inúmeras atrocidades! e estes, nem são denunciados, porque o CFM incutiu em vossas mentalidades o protecionismo médico, que acoberta até mesmo, médicos que não trabalham... portanto, primeiro, é necessário fazer uma limpa na Medicina. Para depois, a corporação mudar de foco e lutar pelos interesses do POVO. Pois só assim, a medicina ética e formada por médicos de verdade, voltarão a ter o respeito e admiração que sempre tiveram e que merecem! A medicina sempre teve tempo, recursos e poder para reclamar por melhores condições de trabalho e nunca o fizeram! Entao, oq voce tem a refletir sobre esses aspectos da realidade?

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  78. Querida “quase-médica“, quem te escreve é um “quase-médico“ com quase 30 anos de profissão, pediatra, feliz atendendo há tantos anos a criançada carente. Um grande abraço. Juntos, pelo trabalho de qualidade e voltado para as necessidades reais da população, conseguiremos vencer estes que nos ofendem. Eles passarão...Grande abraço, desde Porto Alegre.

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  79. Que sensibilidade seu texto! Arrepiei! Parabéns! precisamos de mais pessoas como vc no mundo!

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  80. Parabéns Manu! Sou médica com 24 anos de formada e uma boa parte desses anos dedicados ao funcionalismo público atendendo no SUS! Lindo seu texto em todos os sentidos: na realidade, veracidade, sensibilidade e humanidade nele contidos. Como você mesma disse, as maçãs podres existem.mas por experiência propria sei que há muito mais, bons frutos, como você! Sucesso, amor e minha paciência na futura carreira!

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  81. Fui aprovado em Medicina e começo agora em outubro. Parabéns pela análise crítica e humana da saúde brasileira. Tenho certeza absoluta, que você não é uma quase médica, pessoas como você, já são médicas completas desde o início da faculdade. Abraço.

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  82. "Quase" me bateram as lágrimas por expressar tão bem e verdadeiramente o quadro clínico de nossa saúde pública, minha querida "quase" médica Manu. É desse sentimento e olho clínico que precisamos para enxergar os desmandos políticos e a desestruturação das instalações hospitalares desse país. São pessoas humildes, que como você bem escreveu, morrem a míngua, aos montes, nos corredores dos hospitais ou "quase hospitais". Seu sentimento humano engrandece não somente sua pessoal, como também a Medicina. Parabéns. Luiz

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  83. Obrigada por traduzir de maneira tão coerente tudo que eu penso sobre esse problema na saúde. Não sou médica, mas trabalho com saúde mental e sei das dificuldades do SUS todos os dias e sei que o problema é político e não dos médicos..ate pq saúde não se faz apenas com médicos. Obrigada e que vc consiga ser uma médica humana e cuidadosa com todos os seus pacientes.

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  84. Ao deparar-me com tamanha sensibilidade exposta em palavras, não me sobra dúvidas de que você tem estremeção, choque aos contatos, e sangue sob golpes - como diria Álvaro de Campos. Fico feliz pela visão humana, que é tão envolvente, da qual eu compartilho.

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